Superbike
13/12/2017 13:47

Tricampeão do Mundial de Superbike, Bayliss retorna às pistas aos 48 anos por sonho caseiro: ser campeão na Austrália

O australiano Troy Bayliss possui três títulos do Mundial de Superbike no currículo, vitória na MotoGP e está aposentado há 10 anos. O que faria o piloto voltar às pistas? Conquistar um título que ele sente “dever” há duas décadas
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Troy Bayliss (Foto: Ducati)

Troy Bayliss foi campeão do Mundial de Superbike em 2001, 2006 e 2008, ano em que se aposentou. Também venceu corrida na MotoGP, em Valência-2006 (única etapa que correu no ano). Aos 48 anos, não havia muitos motivos que parecessem capazes de o fazer retornar às pistas - como em 2015, quando competiu em duas corridas de Superbike subsituindo Davide Giugliano, lesionado, pela Ducati. Mas existe uma razão forte, e é ela que fará Bayliss competir durante todo o ano de 2018.

Um sonho caseiro o fez decidir pelo retorno: tentar ser campeão do campeonato do Campeonato Australiano de Superbike. Ou, como o próprio diz, um "dever a ser cumprido".

Bayliss fez o anúncio nesta quarta-feira (13) e conversou com a 'Autosport' sobre a decisão: "Inicialmente, eu queria ver algum jovem piloto pilotando a moto, mas depois que a testei senti que deveria tentar o título."
Troy Bayliss (Foto: Ducati)
Ele pilotará uma Ducati 1299 Panigale pela equipe DesmoSport. Bayliss foi vice do australiano em 1996 e 1997, há duas décadas, antes de começar a competir na Europa e, em seguida, nos Mundiais.

"Tenho trabalho a fazer no que trata de forma física mas sinto, depois de testar a moto, que estou pronto para o desafio", completou.

Ele é o terceiro piloto com mais vitórias no Mundial de Superbike, com 52 triunfos, só atrás do atual campeão Jonathan Rea e de Carl Fogarty, recordista com 59.

A vutória no GP da Comunidade Valenciana de 2006 também colocava Bayliss como o mais velho a vencer na MotoGP até esta temporada - ele tinha 37 anos e 213 dias de vida. Em junho deste ano, porém, Valentino Rossi venceu na Holanda e quebrou a marca, já que estava com 38 anos e 129 dias.
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