Superbike

Rea exalta ex-rival Crutchlow e aposta em chance de sucesso na MotoGP: “Sinto que poderia fazer aquilo”

Tetracampeão do Mundial de Superbike, Jonathan Rea disse acreditar que poderia ter se saído bem na MotoGP. Norte-irlandês usou Cal Crutchlow como padrão de comparação e exaltou a atuação do ex-rival
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Jonathan Rea venceu a corrida 1 na Argentina (Foto: Kawasaki)
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Tetracampeão do Mundial de Superbike, Jonathan Rea avaliou que poderia ter se saído bem na MotoGP. O norte-irlandês lembrou sua trajetória no esporte e considerou que poderia fazer o mesmo que Cal Crutchlow.
 
Com quatro títulos, 133 pódios e 70 vitórias, Rea já é o maior piloto da história do Mundial de Superbike, mas nunca conseguiu um espaço na MotoGP com equipamento competitivo.
 
Jonathan correu com Crutchlow nas categorias da Grã-Bretanha e também no Mundial de Superbike em 2010. Apesar de Cal ter partido para a MotoGP em 2011 pelas mãos da Tech3 e hoje ter um acordo de fábrica com a Honda para correr na LCR, Rea acredita que teve um caminho melhor.
Jonathan Rea já é o maior da história do Mundial de Superbike (Foto: Provec)
“É o caminho certo. Sinto que o meu caminho é também o melhor”, disse Rea à publicação inglesa ‘Autosport’. “Sou tetracampeão na Superbike”, frisou.
 
“Em termos de motociclismo, sou um dos atletas mais populares do Reino Unido. Estou realmente feliz com a minha vida em geral”, comentou. 
 
Jonathan se disse orgulhoso de Crutchlow, mas, considerando os resultados do tempo em que competiram juntos, o #1 da série das motos de produção entende que também poderia se sair bem na classe rainha.
 
“Eu realmente respeito as conquistas dele. Ele se saiu incrível. É um dos caras mais rápidos da MotoGP. Ele está junto com o top-3 ou top-4”, avaliou. “Às vezes, olho para ele e sinto que poderia fazer aquilo. Não estou com ciúmes. Estou orgulhoso dele”, garantiu.
 
“Eu costumava correr e bater Cal ― certamente mais do que ele me bateu. Agora ele está se saindo muito bem na MotoGP. Estou muito orgulhoso, porque eu podia correr contra ele e ele está indo tão bem”, ponderou.
 
O Mundial de Superbike, porém, não é o caminho mais tradicional rumo à MotoGP. Na última década, só Crutchlow e Ben Spies conseguiram subir com motos de fábrica. Eugene Laverty chegou em 2015 à classe rainha, mas não teve o melhor dos equipamentos.
 
Rea, aliás, disputou duas provas da MotoGP em 2012, quando substituiu o lesionado Casey Stoner. O norte-irlandês terminou sua prova de estreia, em San Marino, na oitava colocação e foi sétimo na etapa seguinte, em Aragão.
 
Jonathan lembrou que Crutchlow e Spies “foram para a MotoGP com motos de fábrica em equipes satélites”.
 
“Eles tinham as motos velhas por toda a temporada. A Tech3 é uma boa equipe. Eles recebiam as motos da Yamaha”, ponderou. “Todos os outros pilotos que foram do Mundial de Superbike depois disso nunca tiveram bons times. Vejam Laverty ― tem o mesmo nível de Crutchlow”, opinou.
 
“Eles eram rivais no campeonato britânico e ao Cal foi para a Superbike. Eugene foi para as 250cc”, recordou. “Eles foram rivais outra vez no Mundial de Supersport. Eles foram rivais no caminho. Cal não foi meu rival”, seguiu.
 
“Eu era rival de [Leon] Haslam e [Leon] Camier. Cal não estava lá. Ele não era o ponteiro”, citou. “Eugene foi para lá com a Aspar Honda, a Honda barata que deveria ser incrível. Foi terrível e quase acabou com a carreira dele”, frisou.
 
“Dali, ele foi para uma Ducati que já tinha dois anos. Infelizmente, ele nunca teve a oportunidade. Cal foi o último cara a sair deste paddock com uma máquina competitiva”, concluiu.