Superbike

Mundial de Superbike anuncia mudanças técnicas para 2018 para garantir “paridade, acessibilidade e competitividade”

O Mundial de Superbike vai efetuar diversas mudanças em seu regulamento técnico a partir da temporada 2018. Meta é garantir “paridade, acessibilidade e competitividade” na série das motos de produção
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Mundial de Superbike (Foto: Divulgação/WSBK)

O Mundial de Superbike segue em busca de maior paridade entre as marcas. Na quarta-feira (25), a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou as mudanças técnicas que serão feitas para a temporada 2018.
 
A série das motos de produção vem sendo duramente criticada pelo domínio da Kawasaki, especialmente com Jonathan Rea, que conquistou no mês passado seu terceiro título consecutivo na categoria e já soma 14 vitórias em 2017.
Mundial de Superbike vai ganhar sistema de pontos de concessão em 2018 (Foto: Divulgação/WSBK)

Em uma tentativa de melhorar a disputa, a categoria adotou a inversão de grid para a corrida dois, mas a medida teve poucos efeitos práticos, já que Kawasaki e Ducati seguiram como protagonistas, com Rea, Tom Sykes, Chaz Davies e Marco Melandri sendo os únicos com triunfos na temporada.
 
No último dia 24, a Comissão de Superbike, que é formada por Rezcö Bulcsu, diretor da Comissão de Corridas em Circuito (CCR) da FIM; Takanao Tsubouchi, da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas); Gregorio Lavilla, diretor-esportivo do Mundial; junto com Paul Duprac, coordenador da CCR; Charles Hennekam, coordenador da Comissão Técnica Internacional; Daniel Carrera, diretor-executivo do certame; e Scott Smart, diretor-técnico da FIM, decidiu promover mudanças para garantir “paridade, acessibilidade e competitividade”.
 
“Uma análise detalhada foi feita em colaboração com equipes, pilotos e fábricas, com foco particular em paridade, acessibilidade e competitividade”, disse a Comissão em um comunicado. 
 
Para 2018, a categoria vai adotar limite de giros e teto orçamentário para alguns componentes específicos, além de introduzir um sistema de concessões.
 
Com a meta de nivelar a performance dos motores, um novo sistema de limite de rotações será adotado, substituindo o atual, que usa restritores de ar.
 
“O sistema de balanceamento usando restritores de ar foi substituído por um sistema de limitação de rotações. O limite de rotações pode ser alterado em vários pontos ao longo da temporada e se aplica a cada fabricante individualmente”, anunciou a Comissão.
 
Além disso, alguns componentes de motor, chassi e suspensão terão um teto orçamentário para garantir “acesso e disponibilidade” a todos os times.
 
“Os limites de preços e processos de aprovação foram aplicados a várias peças chave de chassi, suspensão e motor. Estas são chamadas de peças aprovadas. Este processo garante acesso e disponibilidade de todas as peças para todas as equipes, junco com preço controlado”, explicou.
 
O ponto mais importante desta mudança, entretanto, diz respeito à introdução de um novo sistema de pontos de concessão, similar àquele que vem sendo usado com sucesso na MotoGP. No Mundial de Superbike, esse recurso será usado para controlar o desenvolvimento de motor de algumas fábricas e garantir que outras possam evoluir.
 
“Um sistema de concessão de pontos vai ser introduzido para restringir o desenvolvimento do motor das máquinas mais rápidas. Em certos pontos da temporada, equipes que somarem menos pontos de concessão poderão introduzir peças de concessão atualizadas”, anunciou. “Como beneficio secundário, as equipes privadas terão acesso à peças com preços limitados para ajudá-las a atingir um nível similar de performance à dos times apoiados por fábricas”, concluiu.
 
VIGIAR E PUNIR

COM GALID OSMAN, PADDOCK GP #101 QUESTIONA: VERSTAPPEN MERECEU PUNIÇÃO EM AUSTIN?