Superbike

Após deixar hospital, Biaggi admite medo de morrer, fala em se afastar das motos e revela: “Pensei em Schumacher e Hayden”

Um dia após deixar o hospital, Max Biaggi admitiu que teve medo de morrer durante os 19 dias que passou internado após um acidente de supermoto na Itália. O bicampeão do Mundial de Superbike falou em se afastar do esporte para treinar jovens pilotos e contou que pensou em Michael Schumacher e Nicky Hayden
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 (Foto: Bridgestone)

 
Após 18 dias de internação, Biaggi teve alta do Hospital San Camilo, em Roma, mas segue dando sequência no tratamento, agora do Hospital Pio XI, também na capital italiana.
 
Em uma declaração à emissora italiana Mediaset, Biaggi admitiu que teve medo da morte e agradeceu o carinho de recebeu de fãs, médicos e enfermeiros.
Max Biaggi deixou o hospital na terça-feira (Foto: Reprodução)

“A primeira coisa que quero dizer é obrigado”, começou Biaggi. “Quero agradecer aos fãs e a todos que estiveram próximos de mim. Obrigado ao cirurgião Giuseppe Cardillo, que me operou duas vezes, a todas as enfermeiras do cuidado intensivo e ao doutor Claudio Ajmone-Car, que é um grande exemplo de alguém que coloca o coração no trabalho”, seguiu.
 
“Ao longo desses 19 dias, existiu o risco de que eu não sobreviver e eu percebi que a vida é um presente precioso para ser desperdiçado”, declarou. “Eu repassei a história da minha vida e sei que não tenho mais nada a provar para ninguém. Minha meta agora é melhorar e dar amor e alegria ao meu filho e àqueles que me amam e que eu amo”, avisou.
 
Ainda, o bicampeão do Mundial de Superbike revelou que pensou bastante em Michael Schumacher, que segue ligando com as graves lesões sofridas em um acidente de esqui no fim de 2013, e em Nicky Hayden, que morreu no mês passado em decorrência de um atropelamento enquanto pedalava.
 
“Pensei bastante em pessoas que conheci bem, como Schumacher e Hayden, e percebi que às vezes você realmente pode perder tudo em um piscar de olhos”, reconheceu. “Se vou voltar a correr? A paixão continua, mas vou abrir caminho para os mais jovens”, anunciou.
 
“Quero ensinar a eles que o talento não é mais suficiente neste trabalho, já que você também precisa de outras coisas que posso ensinar”, explicou. “Sempre fiz muitos sacrifícios para fazer este trabalho. Agora, posso dizer que minha vida é ótima. Obrigado a todos”, concluiu.
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