Stock Car

Maurício ressalta “ano muito difícil” para Full Time e prega foco em reação: “Não podemos desistir”

Bicampeão da Stock Car, Ricardo Maurício mudou de equipe em 2018. Depois de nove anos correndo pela equipe de Rosinei Campos, o dono do carro #90 defende agora a igualmente vitoriosa Full Time. Mas a temporada vem sendo das mais difíceis da laureada carreira
Warm Up / Redação GP, de Cascavel
 Ricardo Maurício (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Ricardo Maurício tem uma história laureada como piloto da Stock Car. Bicampeão (em 2008 e 2013), o paulista de 39 anos soma 17 vitórias e nada menos que 56 pódios. Em 2018, depois de nove temporadas como piloto da RC, equipe chefiada por Rosinei Campos, Maurício manteve o patrocínio da Eurofarma, mas se transferiu para outro time vencedor, a Full Time, para voltar a atuar sob os comandos de Maurício Ferreira. Mas a temporada vem sendo bem mais difícil que o imaginado para Ricardinho e a equipe baseada em Vinhedo, interior de São Paulo.
 
Em Cascavel, Ricardo falou ao GRANDE PRÊMIO e reconheceu que 2018 não vem sendo um ano fácil. Não só para o bicampeão, mas para a equipe como um todo. Nesta temporada, a Full Time conta com quatro carros: Ricardinho, Rubens Barrichello, Diego Nunes e Nelsinho Piquet. 
 
“Está sendo um ano bem difícil, não só para mim, mas para toda a equipe. O Rubinho vem tendo bons resultados, mas também não vem conseguindo ter um rendimento à altura, principalmente nas corridas”, comentou o piloto.
Ricardo Maurício ressaltou as dificuldades vividas ao longo da temporada 2018 (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar/Vipcomm)
Na tabela do campeonato, Barrichello é o melhor posicionado da Full Time e está em quinto lugar com 142 pontos. Maurício soma 35 e está em 17º. Cascavel marcou mais uma jornada difícil para o dono do carro #90, que tem como melhores resultados no ano o quarto lugar na Corrida de Duplas — ao lado de Felipe Nasr — em Interlagos e o quinto lugar na prova 1 da etapa do Velopark.
 
“É um regulamento diferente para esse ano, em que você obrigatoriamente precisa trocar dois pneus na primeira corrida e na segunda corrida. Bem diferente do ano passado, quando você tinha um carro mais conservador, e nesse ano dá para ter um carro para atacar mais em termos de performance. Está sendo um ano muito difícil, de adaptação e também em termos de buscar o balanço ideal”, comentou Ricardinho, focado em voltar a marcar bons resultados nesta reta final de 2018.
 
“Estamos trabalhando, não podemos desistir. Temos mais quatro etapas pela frente”, disse.
 
Maurício ressaltou que não há problemas de entrosamento com a nova equipe, mas sim dificuldades em encontrar o melhor ritmo para o carro nesta nova fase na Stock Car.
Ricardo Maurício prega foco para reagir com a Full Time ainda em 2018 (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
“Já trabalhei na Full Time em 2012, quando conquistei meu primeiro título do Marcas. Acho que, quanto ao entrosamento, não tivemos dificuldade alguma. Mas é a dificuldade de achar o balanço ideal do carro para a minha guiada, assim como também o Diego e o Nelsinho vêm tendo dificuldades para achar esse balanço do carro, e desenvolver em uma categoria bem competitiva como é a Stock Car. Está sendo um ano bem difícil para todos aqui”, declarou.
 
Por fim, o piloto festeja a chance de trabalhar e ser companheiro de equipe de um amigo em particular e um ídolo do esporte: Rubens Barrichello.
 
“É um grande aprendizado na forma em que ele transmite as informações. É um piloto bem detalhista. É bacana dividir os boxes com ele e poder aprender, também, ver como ele se porta numa sala de reunião. É legal ver isso: é o Rubinho, que estava na Ferrari, e era dessa forma que ele conduzia tudo isso... São coisas que, nos bastidores, a gente não tem a oportunidade de estar dentro de uma reunião para saber como tudo funciona na F1. Então é muito bom”, finalizou.