Rali
17/01/2018 13:25 - Atualizada 17/01/2018 19:20

Ten Brinke leva Toyota à vitória nas dunas de Fiambalá. Sainz bate Peterhansel e fica perto do bi no Rali Dakar

Ao lado do experiente e campeão navegador francês Michel Perin, Bernhard Ten Brinke fez uma grande especial e venceu o 11º dia de competições nos carros do Rali Dakar com seu Toyota Hilux. Na classificação geral, Carlos Sainz mantém a liderança depois de finalizar a etapa desta quarta-feira (17) em terceiro, meros 10s à frente do ‘Monsieur Dakar’ Stéphane Peterhansel. Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin seguem líderes nos SxS
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Bernhard Ten Brinke foi o grande nome da 11ª etapa do Rali Dakar nos carros (Foto: Dakar/Twitter)

11ª ETAPA | 17 de janeiro (etapa Maratona)
Belén (ARG) – Fiambalá (ARG)
Trecho cronometrado: 280 km
Percurso total: 746 km
 
Na abertura da segunda etapa Maratona da 40ª edição do Rali Dakar nos carros, a Toyota levou a melhor sobre a Peugeot, que administra a prova para chegar a Córdoba com dobradinha. Nesta quarta-feira (17), no percurso desafiador entre Belén e Fiambalá, a vitória ficou com o holandês Bernhard Ten Brinke, que faz um grande rali. 
 
Ao lado do experiente e campeão navegador francês Michel Perin, o piloto da Toyota completou o trecho cronometrado de 280 km em meio às temidas dunas de Fiambalá, e sem contar com a ajuda das equipes de apoio, com o tempo total de 4h10min54s, 4min35s à frente do segundo colocado, Cyril Despres. Foi a primeira vitória de Ten Brinke e Perin em especiais na edição de 2018 do Rali Dakar.
Bernhard Ten Brinke foi o grande nome da 11ª etapa do Rali Dakar nos carros (Foto: Dakar/Twitter)
No confronto entre os dois principais concorrentes ao título depois que Nasser Al-Attiyah enfrentou problemas na suspensão do seu Toyota Hilux no fim da especial da última terça-feira, Carlos Sainz levou a melhor sobre Stéphane Peterhansel. Ao lado do navegador espanhol Lucas Cruz, ‘El Matador’ finalizou a especial em Fiambalá em terceiro, 4min40s atrás de Ten Brinke e apenas 10s à frente de Peterhansel e Jean-Paul Cottret, com o Peugeot 3008 DKR Maxi.
 

Na competição polarizada por Peugeot e Toyota, Cyril Despres, que voltou a andar bem e novamente escoltou os líderes Sainz e Peterhansel, cresceu muito no fim da especial e confirmou a segunda colocação ao lado do copiloto David Castera. E Nasser, desta vez, terminou a especial na quarta colocação ao lado do seu navegador, o francês Matthieu Baumel. Por sua vez, Giniel de Villiers fechou a etapa em sexto com o navegador Dirk Von Zitzewitz.
 
Em termos de luta pelo título, praticamente nada mudou na briga entre Sainz e Peterhansel. A vantagem de ‘El Matador’ foi ampliada em razão dos 10s de frente nesta quarta-feira. No tempo total, Sainz tem agora 32h10min53s e tem 50min45s de vantagem para o ‘Monsieur Dakar’. Nasser, mesmo terminando atrás de Ten Brinke, continua em terceiro na classificação geral, porém agora mais ameaçado pelo piloto holandês.

Al-Attiyah tem 1h14min02s de atraso para Sainz e está 3min33s à frente de Ten Brinke. Mais atrás, com 1h30min05s para os líderes, De Villiers e Von Zitzewitz seguem em sexto, enquanto o melhor colocado dentre os pilotos da Mini X-Raid, Jakub 'Kuba' Przygonski, surge na sétima colocação no geral.


Villagra enfrenta furo no pneu, mas vira novo líder nos ‘brutos’
 
A liderança do Rali Dakar na prova dos campeões agora tem um novo líder. O bicampeão Eduard Nikolaev, que assumiu a ponta desde o segundo dia e vinha a partir então com uma vantagem bastante confortável perante seus maiores adversários, teve duas especiais bastante negativas. Em contrapartida, Federico ‘Coyote’ Villagra, em franca recuperação, finalmente passou o russo depois de diminuir drasticamente a diferença que o separava do piloto da Kamaz.
 
Na especial de 280 km entre Belén e Fiambalá, quem venceu, ao menos provisoriamente, foi Siahrei Viazovich. O piloto de Belarus, a bordo de um MAZ, completou o percurso cronometrado com 1min24s de frente para Villagra. O ‘Coyote’ liderou praticamente toda a especial nas temidas dunas de Fiambalá, mas teve de lidar com um furo de pneu do seu Iveco e perdeu tempo, o que possibilitou a Viazovich superá-lo no fim da etapa.
Federico Villagra é o novo líder do Dakar nos caminhões (Foto: Dakar/Twitter)
Nikolaev, por sua vez, terminou 42min15s atrás de Viazovich e agora, na classificação geral, está 16min07s atrás de Villagra. O russo, que chegou a ter mais de uma hora de vantagem perante seus maiores adversários, agora vai ter de recuperar terreno nas três etapas que restam do Dakar para chegar ao tri. 
 
Por outro lado, Villagra, ex-piloto do Mundial de Rali, tem tudo para fazer história para o automobilismo argentino ao ser o primeiro piloto do país (e também o primeiro sul-americano) a conquistar um título do Dakar nos caminhões.


Brasil a três passos do bi nos UTVs
 
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin estão cada vez mais próximos de um consagrador título no Rali Dakar. O Brasil, que já comemorou no ano passado a conquista nos UTVs com Leandro Reis e Lourival Roldan, tem tudo para repetir o feito com os experientes Varela e Gugelmin, que correm a bordo de um Can-Am na edição de 2018 do maior rali do mundo.
 
Depois de um grande susto na décima especial, onde a dupla brasileira enfrentou problemas na bomba de combustível e também no rolamento do cardã, desta vez os competidores não enfrentaram tantos problemas na especial entre Belén e Fiambalá, a não ser a própria dificuldade do percurso, com as dunas predominantes, e também o extremo calor na região de Catamarca.
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin estão a três dias do título do Rali Dakar (Foto: Duda Bairros/photosdakar.com)
Varela e Gugelmin travaram grande disputa com Patrice Garrouste e Steven Griener pela liderança da especial. No fim das contas, a vitória ficou com a dupla franco-suíça da Xtremeplus Polaris, com os brasileiros terminando 3min39s atrás. Já, o Can-Am dos irmãos peruanos Juan Carlos e Javier Uribe terminou apenas em sexto lugar no geral, a 57min51s dos vencedores especial. Na prática, o resultado acaba por deixar a briga pelo título entre Varela e Garrouste.
 
No acumulado, Varela e Gugelmin somam 54h43min16s de tempo total de prova e estão com 44min33s de vantagem para Garrouste e Griener. Já os irmãos Uribe continuam em terceiro, mas 1h53min58s atrás da dupla brasileira.

A decisão dos SxS tende a ser nesta quinta-feira, quando os pilotos vão percorrer a especial mais longa do Dakar 2018, de 522 km entre Fiambalá e San Juan, dentro de um total de 791 km. Na antepenúltima etapa da prova, a navegação será fundamental para a definição dos vencedores.