Rali

Sainz prega conservadorismo para conquistar bi do “dramático” Dakar: “Não é o mais louco, mas é muito difícil”

Carlos Sainz foi campeão do Dakar em 2010 e tenta, neste sábado, conquistar o bi. Com mais de 45 minutos de vantagem para o vice-líder, ele será conservador na etapa final para evitar a única situação que lhe tiraria a taça: uma quebra
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Carlos Sainz (Flavien Duhamel/Red Bull Content Pool)

Campeão da Rali Dakar em 2010, Carlos Sainz entra neste sábado (20), último dia da edição 2018 do famoso evento, precisando apenas segurar a liderança de 46min18s de vantagem sobre Nasser Al-Attiyah, novo vice-líder após quebra de Stéphane Peterhansel

Então ele pretende apenas repetir o que fez no 13° estágio, entre San Juan e Córdoba, na Argentina, na última sexta: ser conservador. Sainz se deu 'ao luxo' de perder 19 minutos de sua vantagem sobre Al-Attiyah, terminar em sexto a etapa e, mesmo assim, quase não correr riscos de perder o título.

"Eu tentei pilotar de forma segura, mesmo com muitas partes de risco no estágio.  Desde o começo houve muito drama nessa corrida e não acabou até você passar a linha de chegada", declarou o espanhol.

"Não é o Dakar mais louco, mas é um muito difícil. Espero que tudo fique bem amanhã", completou o provável campeão.


Sainz deve levar a Peugeot ao título mesmo após a equipe sofrer com abandonos e problemas durante todo o Dakar. Sébastien Loeb, por exemplo, abandonou o Dakar no dia 10 de janeiro. Na última sexta, Peterhansel perdeu uma hora após atolar o carro e,e em seugida, quebrar o câmbio. 

A Toyota ainda sonha com o título com Al-Attiyah, mas o próprio catariano sabe que é quase impossível: "Estou muito feliz com a segunda colocação. É um grande momento. Ainda há um estágio faltando. Tentaremos fazer nosso melhor e manter essa posição", afirmou.

O último estágio do Dakar ocorre na cidade argentina de Córdoba e terá 120 km.