Rali

Meo vence etapa mais longa do Dakar 2018 nas motos. Van Beveren ainda lidera, mas está só 22s à frente de Benavides

Ao longo de quase 500 km de especial entre Uyuni e Tupiza, ainda em solo boliviano, Antonie Meo foi o grande vencedor da etapa na empolgante competição das motos no Rali Dakar. Adrien Van Beveren segue líder, mas com uma diferença mínima, de apenas 22s, em relação a Kevin Benavides. E Joan Barreda, com o ligamento do joelho lesionado, foi para o sacriício, mas segue na prova
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Antoine Meo venceu mais uma especial, e a mais longa, do Dakar 2018 (Foto: Red Bull Content Pool)

Especial 8 – 14 de janeiro
Uyuni (BOL) a Tupiza (BOL)
Trecho cronometrado: 498 km
Total percorrido: 584 km

A KTM conquistou mais uma vitória em especiais na 40ª edição do Rali Dakar. E foi a especial mais longa da prova, com 498 km de trecho cronometrado entre Uyuni e Tupiza, ainda na Bolívia, em meio a um percurso total de 584 km. Antonie Meo venceu um dos maiores desafios da prova, com direito a muitos trechos de altitude acima dos 3.500 m e levou a marca austríaca à quarta vitória em especial neste Dakar neste domingo (14). 
 
O francês, que ocupava a nona colocação na classificação geral até o começo da especial, fechou a especial com 5h24min01s de tempo total, apenas 1min08s de frente para o segundo colocado, Ricky Brabec, da Honda. Toby Price, também da KTM, foi o terceiro.
Antoine Meo venceu mais uma especial, e a mais longa, do Dakar 2018 (Foto: Red Bull Content Pool)
O resultado deste domino mostrou mais uma vez que a competição das motos no Dakar é a mais acirrada dentre as cinco modalidades, compreendendo pelo menos cinco pilotos capazes de chegar ao título do rali dentro de uma semana, quando a disputa vai chegar ao fim em Córdoba, na Argentina. Kevin Benavides superou o líder da disputa, Adrien Van Beveren, e finalizou a especial em Tupiza em quarto lugar, enquanto o francês da Yamaha foi o sétimo.
 
A mais longa especial do Dakar foi extremamente difícil para o piloto que vinha sendo o mais rápido da prova, Joan Barreda, dono de três vitórias em especiais. No último sábado, o espanhol lesionou o ligamento de um dos joelhos e decidiu continuar na prova, mas no sacrifício. Era esperado que fosse uma jornada das mais complicadas para o piloto da Honda, que conseguiu finalizar a especial em uma honrosa décima posição.
 
Destaque também para o sempre regular Mathias Walkner, que finalizou em sexto com a KTM, atrás do eslovaco Stefan Svitko e à frente de Van Beveren. Quem também andou muito bem foi a espanhola Laia Sanz, a melhor pilota da competição, que se colocou no rol dos dez primeiros ao finalizar a duríssima especial em nono lugar.
 
A diferença na classificação geral caiu de forma considerável, com Van Beveren agora liderando, com tempo total de 27h22min03s, mas com meros 22s de frente para o argentino, muito vivo na briga pelo título. Walkner segue na terceira colocação, seguido de perto pelo seu companheiro de equipe Toby Price. 
 

O campeão do Dakar em 2016 aparece com 7min35s de atraso para o líder. E Joan Barreda, mesmo com o joelho lesionado, segue firme na briga pelo título do Dakar e aparece agora em quinto, mas com 8min01s de atraso para Van Beveren.
 
Já a partir deste domingo, os pilotos seguem não mais para Tupiza, mas para Salta, na Argentina, em um esquema de deslocamento definido pela organização do Dakar após o cancelamento da especial que seria realizada nesta segunda-feira.


Dia francês também nos quadriciclos
 
De todas as modalidades em disputa no Rali Dakar, os franceses só não conseguiram vencer nos caminhões e nos SxS. Nos quadriciclos, Simon Vitse triunfou na especial entre Uyuni e Tupiza, ainda na Bolívia. O francês completou o percurso cronometrado de 498 km em 6h52min32s. 
 
Destaque para Marcelo Medeiros, que novamente fez ótima etapa e repetiu o resultado de sábado para terminar em segundo lugar, desbancando ninguém menos que o líder da competição, o chileno Ignacio Casale, terceiro colocado na chegada a Tupiza. Axel Dutrie, vencedor da especial do último sábado, foi o quarto colocado, logo à frente do argentino Jeremias González Ferioli.
Ignacio Casale segue soberano na disputa dos quadris do Rali Dakar (Foto: Red Bull Content Pool)
Assim como aconteceu nas últimas etapas, o iritrack, dispositivo de monitoramento de Axel Hernández, apresentou problemas ao longo do percurso. Mas o peruano, vice-líder na classificação geral, andou todo o tempo entre os cinco primeiros colocados antes de cruzar a zona de meta da oitava especial da disputa.
 
O fato é que Casale mantém desde a largada a sua condição de líder da prova. Com o cancelamento da especial entre Tupiza, na Bolívia, e Salta, na Argentina, o chileno tem seis etapas pela frente antes de garantir o seu bicampeonato no Rali Dakar.