Rali

Desistências de Chile e Bolívia adiam lançamento de roteiro e colocam em xeque Dakar na América do Sul em 2019

A tendência é que a Argentina, em forte crise econômica, também fique fora do roteiro do Rali Dakar em 2019, algo que jamais aconteceu desde que o maior rali do mundo passou a ser disputado na América do Sul. A ASO, empresa que promove e organiza a competição, adiou o lançamento do percurso da prova e também as inscrições dos competidores, uma vez que só há a confirmação do Peru como base da prova
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Sébastien Loeb e Daniel Elena durante o quarto dia de competições do Rali Dakar 2018 (Foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)

O futuro do Rali Dakar na América do Sul está em xeque. Via de regra, em maio a ASO (Amaury Sport Organisation), empresa que promove e organiza o maior rali do mundo, já tem definido todo o roteiro para a prova do ano seguinte. Mas uma série de questões envolvendo os países capazes de receber a competição, como Chile, Argentina e Bolívia, fizeram a ASO a adiar o lançamento do roteiro para 2019 e também as inscrições dos competidores, que estavam previstos para a última terça-feira (15), em Barcelona. 
 
A Argentina, que recebe o Dakar desde que o rali passou a ser disputado na América do Sul, em 2009, indica que não vai abrigar a disputa no ano que vem. Chile e Bolívia oficialmente estão fora, restando apenas o Peru dentre os países confirmados no momento.
 
Segundo informa a revista argentina ‘Corsa’, o Chile, que tem um novo governo em 2018, estava negociando para voltar a receber o Dakar, o que não acontece desde 2015. Contudo, o país andino desistiu por conta dos elevados custos, priorizando o investimento em esportes olímpicos para os Jogos de Tóquio em 2020. Assim, a ideia dos governantes chilenos é colocar o país de volta à rota do Dakar dentro de dois anos.
Por enquanto, o Dakar só tem o Peru como país confirmado para 2019 (Foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)
E a Bolívia, por meio da Ministra da Cultura Wilma Analoca, confirmou que também está fora do roteiro do Dakar em 2019. “Não chegamos a um acordo que fosse conveniente para as duas entidades e, assim, a Bolívia fica fora da próxima edição do Dakar”, afirmou a política em entrevista à publicação espanhola ‘La Razón’. O país recebia o maior rali do mundo desde 2014.
 
Quanto à Argentina, em profunda crise econômica, a tendência é também de não receber o Dakar no ano que vem. Oficialmente, o Peru está confirmado na rota da competição, mas o país inca também vive sua crise política com a recente renúncia do então presidente Pedro Pablo Kuczynski, envolvido em escândalo de corrupção.
 
Outro país que vem sendo aventado como possibilidade de ser palco do Rali Dakar em 2019 na América do Sul é o Equador, que jamais recebeu a competição. 
 
Entretanto, com cada vez mais alternativas e mais problemas para a realização do próximo Dakar em solo sul-americano, a publicação argentina aponta um futuro incerto para a prova no continente e levanta a possibilidade de o maior rali do mundo ser disputado na China, ou então, algo até pouco tempo dado como improvável: o retorno à África, berço da competição.
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