Rali

Com condições climáticas críticas, organização do Dakar cancela especial de segunda-feira entre Tupiza e Salta

Marc Coma, diretor-esportivo do Rali Dakar, anunciou que a especial de 242 km e 755 km de trecho total entre Tupiza, na Bolívia, e Salta, já na Argentina, foi cancelada em razão de fortes chuvas que vêm castigando a região
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Tempo bastante fechado no caminho rumo a Uyuni neste sábado (Foto: Dakar/Twitter)

A edição 2018 do Rali Dakar tem a sua primeira especial cancelada em virtude das fortes chuvas que castigam a Bolívia em janeiro. Marc Coma, lenda do maior rali do mundo e atualmente diretor-esportivo da competição, alegou justamente a falta de condições climáticas favoráveis para anunciar o cancelamento da nona etapa da prova, entre Tupiza, em solo boliviano, e Salta, na Argentina, prevista para segunda-feira (14). A especial teria trecho cronometrado de 242 km e percurso total de 755 km.
 
Como a especial deste domingo, entre Uyuni e Tupiza, é a segunda ‘perna’ da etapa Maratona, as equipes de apoio foram todas para o acampamento instalado pela organização da prova na cidade de Tupiza, distante cerca de 20 km do centro. Contudo, o chamado bivouac amanheceu encharcado em virtude das fortes chuvas, que continuam ao longo do dia.
 
Assim, a equipe chefiada por Etienne Lavigne não teve dúvidas e optou por cancelar a etapa, oficialmente em virtude do clima.
As fortes chuvas levaram a organização do Dakar a cancelar a nona especial da prova (Foto: Dakar/Twitter)
“Nós mudamos de área na Bolívia e estamos em uma zona muito mais sensível, que nas últimas horas foi castigada pelas chuvas. O acampamento já está em más condições. Amanhã, para nós, seria possível montar uma especial em nível esportivo, mas preferimos não arriscar nada e enviar toda a nossa caravana por estrada até Salta para continuar a competição de forma normal”, explicou Coma.
 
“Sabíamos desde o começo que este trecho na Bolívia era sensível. Esta etapa era arriscada e não queremos alterar a dinâmica de um Dakar fantástico até seu desfecho. Há risco de inundação e tempestade. Não queremos correr nenhum risco. Preferimos ser um pouco conservadores hoje para que a décima etapa aconteça no mais alto nível”, comentou o catalão.
 

De acordo com o ex-piloto e atual dirigente do Dakar, a previsão é que os próximos dias de competição até à chegada em Córdoba, no dia 20, sejam de tempo bom, ou pelo menos sem a incidência de chuva.
 
Contudo, a Bolívia ainda enfrenta um conflito interno em razão de uma greve de médicos, que protestam contra o novo Código Penal do país, que prevê até prisão para caso de más práticas médicas. Os profissionais da saúde estão em greve há mais de 40 dias. O protesto contra o novo Código Penal boliviano é geral e há o temor por parte dos organizadores locais, segundo a imprensa do país, de que as manifestações possam bloquear a passagem dos competidores e das equipes de apoio do Dakar.