Rali
13/01/2018 16:25

Barreda vence primeira ‘perna’ da etapa Maratona do Dakar nas motos. Benavides perde tempo e Van Beveren volta à ponta

A empolgante batalha pelo título do Rali Dakar nas motos teve mais um capítulo neste sábado na Bolívia, na primeira ‘perna’ da etapa Maratona, entre La Paz e Uyuni. Joan Barreda venceu sua terceira especial na competição e foi seguido por Adrien Van Beveren, da Yamaha, que voltou à liderança da prova após superar Kevin Benavides
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Joan Barreda venceu mais uma no Rali Dakar e entrou de vez na briga pelo título (Foto: Joan Barreda/Twitter)

7ª ETAPA | 13 de janeiro
La Paz (BOL) – Uyuni (BOL)
Trecho cronometrado (motos e quadris): 425 km
Percurso total: 726 km
 
Na retomada do Rali Dakar após o providencial dia de descanso em La Paz, Joan Barreda voltou a dar as cartas e venceu com contundência a sétima especial da prova, entre a capital boliviana e Uyuni, às margens do lendário e belíssimo salar. Barreda, que faz um rali bastante inconstante, tornou-se o maior vencedor de etapas até agora na competição ao triunfar pela terceira vez. Mas não foi uma jornada fácil, longe disso. Diante das fortes chuvas, o piloto caiu e machucou o joelho. Após exames posteriores, os médicos não detectaram nenhuma lesão mais séria que o impeça de seguir rumo a Tupiza neste domingo.
 
Neste sábado (13), durante o trecho cronometrado de 425 km, o piloto da Honda liderou praticamente de ponta a ponta e se colocou, mais do que nunca, de volta à briga pelo título do mais importante rali do mundo.
 
Adrien Van Beveren, da Yamaha, voltou à liderança geral nas motos depois de terminar a especial deste sábado em segundo. O francês fez uma boa etapa e ainda contou com uma relativa perda de tempo do então ponteiro, o argentino Kevin Benavides, da Honda. O dono do numeral #47 ainda conseguiu terminar em terceiro, porém com cerca de 5min de desvantagem em relação a Van Beveren e 8min atrás de Barreda.
O barro e a chuva foram grandes adversários para os pilotos neste sábado (Foto: Dakar/Twitter)
Às 16h03 (horário de Brasília, duas horas à frente de La Paz), Benavides foi o primeiro piloto a alcançar a meta em Uyuni para fechar uma especial marcada por muito barro, frio e chuva na Bolívia, um complicador a mais para os pilotos das motos, que além de guiar, também têm de cuidar da navegação.
 

Pouco depois, Barreda concluiu a especial e confirmou a vitória em Uyuni com um tempo total de 5h11min10s. Van Beveren terminou em segundo, 2min51s atrás do piloto da Honda, enquanto Benavides fechou em terceiro, mas 8min02s de atraso para o líder. E Toby Price finalizou a especial provisoriamente em quarto. O australiano, campeão em 2016 e vítima de um acidente em 2017, surge agora como a grande aposta da KTM para manter a supremacia nas motos no Rali Dakar.

Pablo Quintanilla, que vem fazendo uma boa prova de recuperação depois de um começo de Dakar bastante difícil, levou a Husqvarna ao quinto lugar, seguido por Matthias Walkner, da KTM. Stefan Svitko também fez uma boa especial e foi o sétimo, à frente da Yamaha de Xavier de Soultrait. Antonie Meo, que venceu a sexta especial da prova, desta vez foi o nono, enquanto Jonathan Barragán Nevado, com uma moto Gas Gas, completou a lista dos dez primeiros.
 
Na classificação geral após sete etapas, Van Beveren agora tem tempo total de 21h49min18s, 3min14s de frente para Benavides, agora o vice-líder da disputa das motos. Joan Barreda subiu para terceiro e diminuiu bem a diferença para o ponteiro. Agora, o espanhol está apenas 4min45s da liderança. Toby Price, por sua vez, surge em quarto lugar, com 13min34s de atraso para Van Beveren.


Medeiros faz bonito nos quadris. E líder Casale administra
 
A competição do Rali Dakar nos quadriciclos teve um novo vencedor em especiais neste sábado (13). Depois de Sergey Karyakin, Axel Dutrie foi o segundo europeu a triunfar em uma etapa na 40ª edição do maior rali do mundo. Mas dá para dizer que o grande destaque do dia foi mesmo o brasileiro Marcelo Medeiros.
 
O maranhense, que faz seu terceiro Rali Dakar, vem fazendo ótima prova de recuperação e consolidou sua condição de um dos melhores do certame ao fechar o trecho cronometrado entre La Paz e Uyuni em segundo lugar. Medeiros esteve entre os primeiros colocados em praticamente todo o percurso e conseguiu finalizar na sua melhor posição nesta edição. Marcelo passou 4min50s atrás do tempo de Dutrie.
 
Em terceiro, terminou o líder geral do Rali Dakar, o chileno Ignacio Casale. Levando em conta que o vice-líder da prova, o peruano Alex Hernández, não teve um dia dos mais positivos, Casale pode até se dar ao luxo de administrar a confortável vantagem que ostenta para marcar seus principais adversários. 
 
Casale foi seguido pelo paraguaio Nelson Sanabria, quarto colocado, enquanto o argentino Giuliano Giordana fechou o top-5, logo à frente de Nicolas Cavigliasso e de Jeremias González Ferioli. Alex Hernández foi o oitavo colocado, com Walter Nosiglia, da Bolívia, e Dmitriy Shilov, do Cazaquistão, completando o top-10. Em contrapartida, Pablo Coetti, que figurava na terceira posição geral dos quadris, teve de abandonar a disputa em razão de problemas mecânicos no seu quadri Yamaha.
 
Com os resultados deste sábado, agora Casale tem um tempo total de prova de 26h55min11s e está 1h01min09s à frente de Hernández. González Ferioli aparece em terceiro, à frente de Cavigliasso e Axel Dutrie, que subiu para quinto lugar após o abandono de Copetti, seguido por Simon Vitse, Kees Koolen e por Marcelo Medeiros. O brasileiro superou Nelson Sanabria e está em oitavo, a 3h30min03s do líder. Detalhe: o maranhense teve de cumprir 2h01min de punição no começo do rali.