Rali
14/01/2018 11:13

Barreda escapa de fraturas, mas segue no Dakar no sacrifício após danificar ligamento do joelho em acidente

Titular da Honda, Joan Barreda teve mais uma de suas atuações heroicas no sábado ao vencer a sétima especial do Rali Dakar depois de lesionar o joelho esquerdo em um acidente. Sem fraturas, espanhol decidiu seguir na prova, mesmo com danos no ligamento
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Rali Rali Dakar 2018 Dia 7 La Paz Uyuni Honda Joan Barreda (Foto: Edoardo Bauer/RallyZone/Honda)

A sorte não costuma acompanhar Joan Barreda no Rali Dakar. No sábado (13), durante a sétima especial da prova, disputada entre La Paz e Uyuni, o piloto da Honda sofreu uma queda e acabou com o joelho esquerdo lesionado.
 
Tentando recuperar um pequeno atraso em relação ao ponteiro, Barreda até conseguiu vencer a primeira perna da primeira maratona para as motos na disputa, mas chegou ao acampamento mancando, certo de que tinha fraturado o joelho.
Joan Barreda lesionou joelho esquerdo em acidente no trecho entre Tupiza e Uyuni (Foto: Honda)

Os exames constataram que Joan não tem ossos quebrados, mas danificou o ligamento do joelho esquerdo.
 
“Nós fizemos um bom trabalho, mas, no final, saí da pista, tinha umas poças d’água bastante grandes e a moto caiu em cima de mim. Desde o primeiro momento, não podia me levantar com a perna, fiquei até tonto”, explicou Barreda. “Precisei de alguns minutos para levantar. Depois, voltei com um ritmo mais tranquilo. Além disso, um par de vezes, em curvas para a esquerda, não podia apoiar a perna e tinha de me jogar no chão, porque o joelho era totalmente instável”, relatou.
 
Questionado sobre o que os médicos disseram após uma avaliação na clínica do Dakar, Joan respondeu: “Tampouco puderam ver muita coisa. Eles comprovaram que tem líquido e que o ligamento externo está bem instável”.
 
“Assim, vou ver as sensações, ver se pudermos estabilizar com algum curativo. A ideia é tentar algo agora para poder testar amanhã. É isso que vamos tentar fazer”, contou. “Vamos ver. A verdade é que a segunda parte era bastante rápida e pude acabar a etapa, mas quando há uma zona técnica e você tem de colocar a perna no chão, foi muito ruim, não podia ir direto. Se melhorar um pouco, se pudermos estabilizar e o feeling for melhor, sim, se não...”, concluiu.
 
Neste domingo, Barreda largou para a especial entre Uyuni e Tupiza, mas, depois de começar a especial em bom ritmo, foi perdendo mais e mais tempo.
 
Passadas as sete primeiras especiais da prova, Adrien van Beveren, da Yamaha, lidera o Dakar, 3min14s à frente de Kevin Benavides. Barreda tem o terceiro posto, 4min45s atrás do ponteiro, mas seguido por Matthias Walkner e Toby Price, que não têm um atraso dos mais significativos.

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