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Presidente da FIA destaca tradição e pede que Brasil forme pilotos na base: “Precisa de mais”

Jean Todt, presidente da FIA, esteve no Brasil para divulgar a campanha 'FIA Action for Road Safety' de segurança no trânsito e falou sobre a formação de pilotos no país. O Brasil, que tem oito títulos mundiais de F1, não tem pilotos no grid da temporada 2018 - algo que não acontecia desde 1969
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Jean Todt em reunião no Brasil (Foto: Denis Ribeiro)
O presidente da FIA, Jean Todt, está no Brasil para divulgar a campanha internacional para segurança no trânsito. Durante reunião em São Paulo, Todt não falou apenas sobre a FIA Action for Road Safety, mas também da necessidade do automobilismo brasileiro em formar pilotos.
 
A reunião da qual Todt participou também contou com a presença de representantes da Confederação Brasileira de Automobilismo [CBA], da Associação Automobilística do Brasil [AAB] e do Automóvel Clube Brasileiro [ACB], além de Felipe Massa.
 
Todt, que nos tempos de chefe da Ferrari, teve o próprio Massa e Rubens Barrichello como pilotos, tratou a formação de jovens talentosos.
 
“Este país tem mais de 200 milhões de habitantes e forte tradição no automobilismo. É preciso contar com mais pilotos nas categorias de base”, decretou.
 
Em 2018, o Brasil não conta com um piloto no Mundial de F1 pela primeira vez desde a temporada 1969.
Jean Todt em reunião no Brasil (Foto: Denis Ribeiro)
No que diz respeito à campanha ‘FIA Action for Road Safety' - que, em tradução livre, significa Ação para Segurança no Trânsito -, Todt falou com bastante preocupação dos dados de segurança no trânsito brasileiro, que conta com cerca de 50 mil mortos todos os anos, segundo dados oficiais. 
 
“É muito grave. É importante continuar com campanhas sobre o uso de cintos de segurança, capacetes para motociclistas e orientação correta nas estradas e vias”, 
 
O mandatário da FIA citou Suécia, Suíça, Noruega e Reino Unido como exemplos. O objetivo da campanha global é reduzir drasticamente o número de mortos em todo o mundo. Atualmente essa contagem chega a 1,2 milhão por ano.