MotoGP

Rossi diz que Yamaha agora tem “uma direção”, mas mantém pressão: “Temos algo mais a melhorar”

Valentino Rossi avaliou que a Yamaha não está mais perdida como esteve nos últimos dois anos. O italiano, no entanto, seguiu pressionando e avaliou que ainda é preciso melhorar a YZR-M1
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Valentino Rossi acredita que a Yamaha finalmente encontrou uma direção para seguir com a YZR-M1. O #46, no entanto, não aliviou a pressão e segue cobrando melhorias no protótipo dos três diapasões.
 
A casa de Iwata enfrentou uma temporada difícil em 2018, mas chegou mais confiante para o teste de Sepang. A Yamaha promoveu mudanças em sua estrutura e apareceu mais forte, mas o piloto de Tavullia entende que ainda falta um pouco mais.
 
“Para mim, a principal coisa que me deixou feliz é que o time, nos últimos dois anos, esteve um pouco perdido”, comentou Rossi. “A Yamaha trabalhou, nós tentamos algumas coisas, mas foi sempre: ‘Não sabemos ― melhor, pior, não sabemos’”, recordou.
Valentino Rossi manteve a pressão por melhorias na Yamaha (Foto: Yamaha)
“Desta vez, nós tentamos algo que melhorou, tentamos algo que é pior, mas nós temos uma direção”, apontou. “Nós precisamos de tempo, porque nossos oponentes são muito fortes, mas estamos mais otimistas”, contou.
 
Companheiro do #46 no time de Iwata, Maverick Viñales seguiu a mesma linha e avaliou que o teste de Sepang foi o primeiro desde que chegou a Yamaha em que o progresso foi constante.
 
“Nesses dois anos, é o primeiro teste em que demos passos à frente um dia após o outro, e isso é o mais importante. A cada dia, a moto funcionava de maneira bem similar”, comentou Maverick. “Não foi como no ano passado, quando a trabalhava bem ou mal ― esses três dias foram bem bons”, avaliou.
 
Ainda, o espanhol considerou que hoje a Yamaha está mais próxima da performance de Honda e Ducati.
 
“No ano passado, eles estavam alguns passos à frente. Agora, nós estamos nos aproximando”, ponderou.
 
Mesmo confiante no rumo seguido pela Yamaha, Rossi não aliviou a pressão e cobrou que o time dos diapasões siga trabalhando, já que entende que a diferença ainda é significativa.
 
“Na volta lançada, nós sofremos um pouco. Em termos de ritmo, parece que estamos um pouco mais próximos”, considerou Rossi. “Mas ainda estou bem preocupado. Se corrêssemos amanhã, acho que sofreríamos, porque temos algo mais a melhorar”, indicou.
 
“Mas, para o primeiro teste, não foi tão mal. Agora o Catar é em dez dias. Não acho que teremos algo novo para o Catar, mas é outra pista, outra temperatura, vai ser interessante entender”, concluiu.