MotoGP

Bagnaia revela oferta para MotoGP em 2017, mas justifica opção pela Moto2: “Era melhor tentar vencer”

Recém-coroado campeão da Moto2, Francesco Bagnaia revelou que teve a opção de estrear na MotoGP já em 2017, mas optou por perseguir o título da classe intermediária. Italiano fechou com a Pramac ainda no início do ano e acredita que a definição precoce foi chave para a conquista deste ano
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Francesco Bagnaia (Foto: VR46)
Francesco Bagnaia revelou que teve a opção de saltar para a MotoGP já em 2017.O italiano, no entanto, preferiu seguir na classe intermediária do Mundial de Motovelocidade para lutar pelo título.
 
Integrante da Academia de Pilotos VR46, Bagnaia fechou com a Pramac ainda no início deste ano, antes mesmo de conquistar sua primeira vitória na Moto2. E, no entender do italiano, esse foi um ponto chave para a conquista do último domingo.
Francesco Bagnaia conquistou o título da Moto2 em Sepang (Foto: VR46)
“Eu tive a possibilidade de ir para a MotoGP neste ano, mas eu achava que era melhor tentar vencer [o título da Moto2], porque o time era capaz de vencer, a moto era capaz, nós podíamos fazer um trabalho melhor do que no ano passado”, disse Bagnaia. “Eu assinei [com a Pramac] sem nenhuma vitória na Moto2 e as pessoas diziam: ‘Por que você vai para a MotoGP, você nunca venceu?’. Muitos jornalistas diziam isso”, recordou. 
 
“Foi óbvio assinar este ano, porque eu tinha uma boa oportunidade com a Ducati e a Pramac”, defendeu. “Eu achei que era melhor ter a mente limpa o ano todo, sem prensar no próximo ano. Acho que essa foi a chave, porque eu comecei o ano já com um contrato na MotoGP e fiquei completamente concentrado na Moto2”, seguiu.
 
O italiano afirmou que pretende abordar a estreia na MotoGP da mesma forma que fez com o debute na Moto2, mas admite que espera “começar do zero” na classe rainha.
 
“Subir para a MotoGP é como começar outra vez do zero, porque é algo completamente diferente. Você tem de começar a trabalhar mais na moto de novo”, apontou. “A Ducati me deu tudo que pedi e estava pressionando bastante para contar comigo, e isso é importante para começar uma nova aventura”, seguiu.
 
“Estou muito feliz em começar uma nova aventura, quero entender todas as coisas novas que tenho para aprender e fazer o meu melhor como no ano passado, o meu primeiro ano na MotoGP”, frisou. “Estou com os melhores pilotos do mundo, e pilotando com Valentino no mesmo momento. Isso é uma coisa grande”, concluiu.