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Diretor da Audi diz que novo carro da FE é “difícil de guiar e grande desafio” para equipes e pilotos

O diretor do projeto da Audi para a Fórmula E, Tristan Summerscale, afirmou que, mesmo após os testes coletivos de pré-temporada e o fim das sessões particulares, os novos Gen2 são extramente complexos. Com as mudanças, a expectativa é de que o pelotão seja aproximado
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Lucas Di Grassi (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
A Fórmula E já passou pela pré-temporada de 2018, em Valência, mas o carro ainda é um grande desafio para as equipes. O Gen2 tem um formato não convencional que, em muitas aspectos, ainda precisa ser desvendando. Ao menos é a opinião de Tristan Summerscale, o diretor de projeto da Audi na categoria dos bólidos elétricos.
 
Na opinião de Summerscale, o novo formato de corrida e o pouco downforce dos monopostos apresentam um panorama de diferentes desafios na relação com as categorias mais convencionais. 
 
"Se você ouvir os comentários dos pilotos agora, vai ver que os carros são complicados de guiar e um grande desafio. Os pneus ainda são difíceis de entender e utilizar apropriadamente, então os engenheiros e os pilotos ainda estão passando por um processo de disciplina para entender", disse em entrevista ao site inglês 'E-Racing365'.
 
O novo freio que a categoria vai estrear na nova temporada, com ação no eixo das rodas traseiras, é outra questão que ainda está sendo ensinada aos pilotos. 
Tristan Summerscale ao lado de Allan McNish (Foto: Audi)
"Ainda há imprevisibilidade com os freios por conta do sistema ativo que vamos usar. A falta de downforce comparada à carros convencionais significa um desafio para as equipes, especialmente porque temos pessoal limitado. O padrão subiu muito novamente, então o pelotão vai se aproximar demais e as diferenças serão pequenas. Vai ser fundamental ficar atento aos detalhes na FE. É ótimo para o campeonato, que fica cada vez mais competitivo", seguiu.
 
Equipe cliente da Audi na temporada a Virgin recebeu a oportunidade de operar o carro de testes da marca alemã em alguns dias de testes particulares antes da pré-temporada. Foi uma oportunidade dada ainda que Summerscale esnobe a importância.
 
"Eles andaram com o carro de testes por alguns dias em nossa pista de Neuburg. Como vimos ano passado com a Techeetah, não testar não te proíbe de lutar pelas primeiras posições", falou.
 
Um dos pilotos da equipe anglo-chinesa, Robin Frijns, elogiou o que viu da Audi até agora. "O pacote parece bem forte, testamos alguns dias. Em Valência, tivemos alguns problemas porque todo mundo sabe que o carro tem muito software para funcionar perfeitamente. Nem sempre é fácil", encerrou.
 
A temporada começa no próximo dia 15 de dezembro.