F1

“Sempre venci meus companheiros”: Hülkenberg recebe Ricciardo, mas ‘esquece’ Barrichello e Pérez

Nico Hülkenberg já aguarda por 2019, quando vai ter Daniel Ricciardo ao seu lado nos boxes da Renault. O alemão, recordista de corridas sem pódio na F1, deu as ‘boas-vindas’ ao australiano e falou grosso. Mas se esqueceu que já foi batido por Rubens Barrichello e por Sergio Pérez
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg (Foto: Twitter/F1)

Às vésperas do fim da temporada 2018, a Renault já pensa no ano que vem. 2019 vai representar um novo tempo para a equipe de Enstone com a chegada de Daniel Ricciardo, naquela que foi a transferência mais surpreendente do mercado de pilotos nos últimos anos. O australiano vai formar uma dupla experiente ao lado de Nico Hülkenberg. O alemão se antecipou e deu as boas-vindas ao futuro companheiro de equipe, mas ‘escorregou’ ao se esquecer do passado.
 
“Daniel já venceu vários GPs. É rápido e está motivado. Tenho de fazer meus deveres, ser veloz e consistente. Neste caso, sempre venci meus companheiros de equipe”, afirmou Nico em entrevista veiculada pela revista alemã ‘Auto Motor und Sport’.
 
Hülkenberg fez sua estreia na F1 em 2010 como piloto da Williams, tendo Rubens Barrichello como primeiro companheiro de equipe. O alemão surpreendeu com a pole-position do GP do Brasil, mas, no geral, ficou atrás do veterano, que marcou 47 pontos, 25 a mais que o novato.
Nico Hülkenberg deu as 'boas-vindas' a Ricciardo de um jeito pouco convencional (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Relegado a reserva e terceiro piloto da Force India em 2011, Hülkenberg voltou ao grid no ano seguinte e, desta vez, superou o então colega Paul di Resta (63 x 46 pontos). Em 2013, Nico se transferiu para a Sauber e praticamente não teve a oposição do seu parceiro à época, Esteban Gutiérrez: Hülk ‘goleou’ o mexicano por 51 pontos, contra seis de Esteban.
 
De volta à Force India em 2014, Hülkenberg passou a ter outro mexicano, Sergio Pérez, como seu companheiro de equipe. Nico foi melhor que ‘Checo’ apenas naquele ano, enquanto o piloto de Guadalajara ficou acima no campeonato em 2015 e 2016. Também conta a favor do latino-americano o fato de ter conquistado nada menos que cinco pódios pela Force India, enquanto Hülk já completou 155 GPs sem ainda ter conquistado um troféu.
 
De olho em 2019, Hülkenberg entende que a Renault precisa evoluir em um ponto crucial para ter bons resultados: no ritmo de classificação. “As equipes de ponta entenderam algo que nós não e temos que descobrir este mistério”, avaliou.
 
Quem também já pensa no ano que vem e aguarda com ansiedade pela chegada de Ricciardo é o chefe de operações da Renault, Alan Permane. “Piloto novo, motivação nova, maneiras de pensar e experiências novas. Não é que não gostamos do Sainz, mas algo de novidade sempre cai bem”, destacou o dirigente.
 
A Renault está muito perto de confirmar o quarto lugar do Mundial de Construtores, ou o posto de ‘melhor do resto’, ou o da chamada ‘F1 B’. O time baseado em Enstone soma 114 pontos, contra 90 da Haas. Já no Mundial de Pilotos, Hülkenberg caminha para ser o sétimo colocado e tem, antes do GP de Abu Dhabi, 69 pontos. Seu adversário mais próximo é justamente Pérez, com 11 tentos a menos.