F1

Sainz admite surpresa com evolução de Mercedes e Ferrari e pede mais potência à Renault

Carlos Sainz Jr. avaliou que a Renault ficou para trás em termos de desenvolvimento ao longo da temporada 2018. Espanhol considerou que o motor francês precisa de mais potência
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Carlos Sainz (Foto: Renault)
Carlos Sainz Jr. admitiu que a Renault não conseguiu acompanhar o ritmo de desenvolvimento das equipes rivais ao longo de 2018. O #55 afirmou que a fábrica francesa cometeu um erro ao confiar que a especificação B seria o suficiente, mas segue precisando de mais potência.
 
Com Sainz e Nico Hülkenberg, a Renault era presença frequente no top-8 na primeira parte do campeonato, mas viu os resultados do time piorarem nas etapas mais recentes. Hoje, a escuderia francesa tem o quarto posto no Mundial de Construtores, mas apenas oito pontos de vantagem para a Haas, a quinta colocada.
Carlos Sainz avaliou que motor Renault precisa de mais potência (Foto: Renault)
“Provavelmente, houve um grande revés do lado do motor”, disse Sainz em entrevista à publicação inglesa ‘Autosport’. “Não esperávamos que Ferrari e Mercedes dessem um passo tão grande ao longo do ano”, admitiu.
 
“Nós pensamos que a especificação B provavelmente seria suficiente, mas vimos no momento que não é”, afirmou. “Nós trouxemos coisas para o chassi ― provavelmente, o chassi não é tão ruim ―, mas, em termos de velocidade máxima, não estamos onde gostaríamos”, explicou.
 
Recentemente, a Renault apresentou uma versão C de seu motor, mas, embora a peça tenha trazido ganhos de performance nas mãos da Red Bull, a confiabilidade adiou sua utilização.
 
Questionado se a Renault deveria introduzir uma especificação C, Sainz respondeu: “Se vier sem confiabilidade, não”.
 
“O time está completamente certo de que, com o nosso combustível, simplesmente não é confiável o bastante, então eu apoio totalmente o time qualquer que seja a decisão que eles tomarem”, defendeu. “Só acho que precisamos de mais potência, algo que não temos, e não conseguimos isso por qualquer que seja o motivo. Se quiséssemos estar no Q3 no Japão, só precisávamos de mais potência, e a Honda mostrou que isso é possível”, frisou.
 
Na visão de Sainz, as demais equipes tiveram um ritmo melhor de desenvolvimento ao longo do ano e, agora, a Renault precisa avaliar a razão de ter ficado para trás.
 
“Sinto que houve uma grande corrida de desenvolvimento durante o ano”, comentou. “Vi o time se esforçar muito para trazer peças para cada corrida. Nós trouxemos muitas coisas ao longo do ano, mas, provavelmente, nós só não conseguimos tanto quanto os outros em termos de performance na pista”, continuou.
 
“Nós precisamos ver a razão, analisar o motive, mas, definitivamente, vemos isso no momento. Nós estamos longe de sermos candidatos ao Q3 em todas as corridas”, concluiu.