F1

Rosberg diz “não sentir falta” da F1 após aposentadoria e recorda: “Houve momentos em que tive medo”

Nico Rosberg não sente saudades de sentar em um cockpit e acelerar. Pelo contrário: o alemão define a aposentadoria como “melhor decisão”. Tanto que, ao acompanhar corridas de F1, Nico diz pensar “que bom que não estou nesse carro”

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Nico Rosberg deixou a Fórmula 1 de forma marcante. Semanas após a conquista do título de 2016, o alemão revelou que nem tentaria defender o caneco em 2017 por conta de uma aposentadoria imediata. Mais de dois anos já se passaram e, na cabeça de Rosberg, pouco parece ter mudado: o alemão ainda defende que pendurar o capacete foi “a melhor decisão” possível.
 
Para sustentar o sentimento, Rosberg recorda vezes em que assistiu F1 pela televisão. O alemão nem sempre sente saudades, e sim alívio.
 
“Eu preciso confessar, há momentos em que estou assistindo e penso ‘que bom que não estou nesse carro’”, disse Rosberg, entrevistado pela TV alemã ZDF. “Baku, por exemplo, quando eles correm nas ruas de uma cidade a 360 km/h, milímetros distante de um muro. Ao contrário dos outros pilotos, eu não sou tão atrevido. Houve momentos em que eu estive com medo”, afirmou.
Nico Rosberg sentindo falta da F1? Negativo (Foto: Twitter/Mercedes)
“Na época em que decidi deixar o esporte, não fazia ideia de como seria depois de dois, três meses ou um ano. Eu parei por completo e algo fundamental na minha vida tinha subitamente acabado. Felizmente eu tinha minha família e outras paixões, eu encontrei um novo jeito. Foi a melhor decisão. Não sinto falta nenhuma [da F1] e, para mim, foi a melhor coisa”, continuou.
 
A aposentadoria não significou o fim completo da relação de Rosberg com o automobilismo. O alemão atua como comentarista pela TV britânica Sky Sports. Além da F1, Nico também é acionista da Fórmula E. O vínculo com a categoria elétrica permite ações mais variadas, como a realização de um evento ambiental em parceria com o eP de Berlim.