F1

Regente da F1, Hamilton se encanta com maestro João Carlos Martins e orquestra. E ganha guitarra

Lewis Hamilton mal chegou e já participou de um evento com a imprensa em São Paulo. Sem pausa após desembarcar na capital paulista, piloto da Mercedes conversou com a imprensa e ainda assistiu uma apresentação do maestro João Carlos Martins
Warm Up / JULIANA TESSER, de São Paulo
 Lewis Hamilton (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
Lewis Hamilton mal desembarcou no Brasil e já deu o pontapé inicial nas atividades ligadas ao GP do Brasil na F1. Na quarta-feira (7), pouco após desembarcar em São Paulo, o piloto da Mercedes participou de um evento promovido pela Petronas. E não saiu de mãos vazias. 
 
Em mais um dia nublado em São Paulo, Hamilton chegou ao hotel na zona sul da capital com atraso, mas a espera não afastou os convidados. Em uma concorrida coletiva de imprensa, Hamilton apresentou a linha de fluidos de transmissão Petronas Tutela, conversou de assuntos variados com os jornalistas e ainda acompanhou uma apresentação do maestro João Carlos Martins.
Lewis Hamilton atendeu a imprensa na quarta-feira em São Paulo (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
E o evento no Palácio Tangará começou com pompa. Ao som da Orquestra Bachiana Filarmônica, a apresentação dos executivos da petrolífera iniciou com uma obra de Vivaldi. Feita a exposição da nova linha de produtos, uma versão instrumental do clássico ‘We Are The Champions’, do Queen, anunciou a chegada do ilustre convidado.
 
Vestindo calça vermelha e camiseta preta da Mercedes, Hamilton chegou sorridente, de óculos e boné, e com uma brilhosa corrente no pescoço. Simpático, Lewis se disse surpreso por ver tanta gente. 
 
“Olá! Como vocês estão?”, começou Lewis. “Eu estou muito feliz de estar aqui. Eu acabei de chegar, cheguei nesta manhã. Eu sempre fico um pouco surpreso quando entro em uma sala como esta. É bom ver tantas pessoas”, seguiu.
 
Depois de falar sobre os produtos da Petronas, Hamilton encarou as perguntas dos jornalistas. E a coletiva não começou com temas leves. A primeira questão foi, justamente, o que precisa ser feito para aumentar a presença de negros na F1.
 
Na sequência, Lewis falou sobre a necessidade de ser um exemplo para seus fãs, a busca pelos recordes da F1, o autódromo de Interlagos, a nova geração de pilotos brasileiros, os rivais cada vez mais jovens que enfrenta na F1, Ayrton Senna e, por fim, a cerca de sua posição no ranking dos melhores ― pé no chão, o britânico disse não gostar de se comparar com outros esportistas. 
Lewis Hamilton conheceu o maestro João Carlos Martins (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
Mas a recepção ao piloto não parou por aí. Ao fim do evento, a Petronas revelou o motivo de contar com a presença de uma orquestra. A petrolífera vai fazer uma doação à Fundação Bachiana ― que será convertida em instrumentos musicais.
 
Para receber a doação simbólica, mais um convidado ilustre: o maestro João Carlos Martins.
 
Acompanhado por um tradutor, Hamilton ouviu atentamente a história do pianista que se tornou maestro por conta de problemas de saúde. 
 
“Eu quero, em primeiro lugar, em nome da Fundação Bachiana, agradecer a Petronas por ser uma empresa onde a responsabilidade social faz parte dos seus objetivos”, começou o maestro. “Em segundo lugar, eu quero dizer que o Brasil ama o fenômeno Lewis Hamilton. E por duas razões: primeiro, pelo que ele significa como ser humano, e, segundo, por ele ter Ayrton Senna como uma das suas inspirações”, seguiu.
 
“E a comparação que eu faço é que eu também sou agradecido, esse velho maestro, a Londres, porque meu último concerto como pianista foi com a Royal Philharmonic Orchestra, em Londres, e o primeiro concerto como regente foi a English Chamber Orchestra, também de Londres”, recordou. “O que eu quero dizer é que, em 2008, o mundo sorria para você, mas 2009, 10, 11, 12 e 13, os títulos não vieram. Em 2014, você se reinventou e hoje o fenômeno Lewis Hamilton é pentacampeão mundial! Eu, aos 18 anos, a vida sorria para mim, e levei o nome do Brasil como pianista para todos os continentes, mas as adversidades vieram. Finalmente, me reinventei e, como maestro, hoje eu posso dizer: a música venceu”, resumiu. 
 
“Em comum nós temos: quando eu era pianista, eu chegava a fazer 21 notas por segundo, mas levava emoção para o público. Você consegue velocidades incríveis, mas sempre levando emoção para o público”, pontuou. “Finalmente, antes de três minutos mágicos, quero dizer: depois de 23 cirurgias, ouvi que você pode tocar piano melhor do que eu!”, brincou. 
 
Na sequência, então, João Carlos se juntou aos membros da orquestra e, sentado ao piano, atraiu a atenção de Hamilton. Apaixonado por música, o #44 não tirou os olhos dos instrumentistas, que tocavam Gabriel’s Oboe, de Ennio Morricone. Ao fim da apresentação, Lewis foi um dos primeiros a levantar para puxar uma salva de palmas.
 
Para concluir o evento, mais um presente para Hamilton: uma guitarra baiana.
 
O #44, então, deixou o palco acompanhado por executivos da Petronas e pelo próprio maestro. Era hora de descansar para se preparar para o encontro com o autódromo José Carlos Pace.
 
E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br