F1

Räikkönen admite tarefa inglória da Ferrari por título dos Construtores, mas adverte: “Ainda estamos vivos”

Kimi Räikkönen não abre mão da briga pelo título mundial de Construtores. O finlandês sabe que as chances são pequenas e apontam amplamente para a Mercedes, mas enquanto há bambu, há flecha
Warm Up, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de Interlagos / GABRIEL CURTY, de Interlagos / PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos
 Kimi Räikkönen (Foto: AFP)

Kimi Räikkönen vai lutar até o fim, mas não vai deixar de ser Räikkönen. Durante entrevista na manhã desta quinta-feira (8) em Interlagos, onde vai disputar o GP do Brasil do próximo fim de semana, o campeão mundial não deu nenhuma frase de efeito ou forçou motivação para jornalistas. Apenas foi ele mesmo. No processo, admitiu que a briga pelo título do Mundial de Construtores é inglória, mas alertou: a Ferrari vive para lutar pelo menos mais um dia.
 
Em entrevista na qual o GRANDE PRÊMIO esteve presente, Räikkönen não dorou a pílula: a situação ferrarista, com 55 pontos atrás da Mercedes com 86 por disputar, é caso de CTI. "Claro que a gente não está numa posição muito boa, mas ainda estamos na briga e vamos fazer nosso melhor."
 
Questionado sobre se essa briga, a dos Construtores, é mais importante que a dos Pilotos, em que Sebastian Vettel caiu para Lewis Hamilton, Kimi assentiu. Qualquer equipe, segundo ele, vê a conquista coletiva como mais importante. 
 
"Acredito que provavelmente o mais importante para a equipe é obviamente ganhar o título de Construtores, é por isso que eles estão aqui. Existe o título de Pilotos, mas em qualquer equipe eles vão te dizer que o mais importante é ganhar o Mundial de Construtores que o de Pilotos. É isso que estamos tentando fazer", afirmou.
Kimi Räikkönen (Foto: Ferrari)
Mas ele acha que dá de verdade para evitar a quinta láurea seguida da Mercedes?
 
"Vamos ver em duas corridas."
 
Por fim, Räikkönen foi perguntado se Vettel perdeu o campeonato ou se Hamilton ganhou. Nenhuma diferença, segundo o finlandês.
 
"Com certeza ele venceu. Ganha sempre que tem mais pontos. Se você perguntar para dez pessoas, todas tem diferentes opiniões sobre se foi um campeonato ganhado ou perdido. Não faz diferença, ele ganhou, foi tudo justo e parabéns para ele."
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do Brasil de F1 com os repórteres Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathália de Vivo e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe tudo aqui