F1

“Precisamos saber o que aconteceu”: Chefe diz que Austrália “não mostrou verdadeiro potencial da Ferrari”

Aquela Ferrari forte durante a pré-temporada não se refletiu na primeira etapa do campeonato, no último fim de semana do GP da Austrália. Mattia Binotto, chefe da escuderia de Maranello, ainda tenta entender o que aconteceu, mas entende que o potencial da SF90 não foi totalmente explorado em Albert Park

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Para quem se impressionou com a forma da Ferrari nos testes de inverno em Barcelona, o GP da Austrália, prova que abriu a temporada 2019 da F1 no último domingo (17) mostrou uma realidade bem diferente. Na sessão classificatória, as SF90 de Sebastian Vettel e Charles Leclerc não foram capazes sequer de andar perto das Mercedes de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas. Na corrida, a dupla de Maranello ainda foi superada pela Red Bull de Max Verstappen. No pit-wall, a equipe teve de lançar mão de uma ordem para Leclerc não ultrapassar Vettel, que sofria com a performance dos pneus nas voltas finais.
 
Pouco depois do fim da corrida, Mattia Binotto, novo chefe da Ferrari, disse que ainda procurava explicações para a má performance da equipe na Austrália. No entanto, o dirigente se mostrou confiante e falou que há muito mais por vir do novo carro.
 
“Uma coisa está clara. O fim de semana não mostrou o potencial verdadeiro no nosso carro. Temos a certeza de que temos um potencial maior. Sabemos que temos muito mais potencial para destravar. Mas foi uma boa lição. Se pudermos identificar o problema, vamos voltar mais fortes”, comentou o ítalo-suíço em entrevista coletiva.
A Ferrari tenta explicar a performance abaixo do esperado na Austrália (Foto: Reprodução)
“Não era o que esperávamos. Os testes de inverno claramente foram diferentes. Desde a sexta-feira não encontramos o equilíbrio ideal do carro e sofremos com os pneus. Testamos acertos diferentes durante o fim de semana, mas nunca alcançamos o equilíbrio correto. A performance na corrida simplesmente reflete o que tivemos também na classificação”, acrescentou Binotto.
 
“Ainda é cedo para julgar. Entendemos o que aconteceu? Provavelmente, não, de modo que precisamos analisar a informação e tentar descobrir o que aconteceu”, complementou.
 
Vettel adotou discurso semelhante ao do chefe. “Tenho certeza de que vamos encontrar alguma coisa porque sabemos que o carro é muito melhor do que vimos. Sabemos que temos muito mais potencial para oferecer”, disse o tetracampeão, traçando um paralelo com o que viu do novo carro nos testes de inverno.
 
“Em Barcelona, estávamos muito felizes com o carro desde o primeiro dia. O equilíbrio era correto, o carro respondia ao que era pedido, e eu tinha muita confiança. Durante todo o fim de semana, não tive a confiança de Barcelona, como também não tive um carro que fizesse o que era pedido”, analisou.
 
“Houve algumas amostras de solidez e nossa performance em algumas curvas foi muito boa, mas, na maioria das curvas, não, e por isso fomos mais lentos que os outros e saímos perdendo tanto na classificação como hoje [na corrida]”, concluiu o quarto lugar no GP da Austrália do último domingo.