F1

Kubica reconhece dificuldades com Williams na Austrália, mas nega arrependimento por volta à F1

Robert Kubica está aproveitando sua volta à F1. Mesmo reconhecendo que passou por momentos difíceis com a Williams na Austrália, o polonês já deixou claro que não se arrepende de voltar para a categoria

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
O retorno de Robert Kubica à F1 pode não ter sido dos mais fáceis, mas o arrependimento não passa em sua cabeça. O piloto afirmou que sabia que seria um grande desafio, e mesmo assim afirma ter sido uma grande conquista ter terminado o GP da Austrália.
 
Após oito anos longe, a temporada de 2019 marca a volta do polonês ao grid da categoria. Entretanto, defendendo uma Williams pouco competitiva, não teve muito o que fazer em Melbourne, recebendo a bandeira quadriculada entre os últimos que terminaram a prova.
 
Mas mesmo sofrendo com a falta de ritmo do FW42 – Kubica terminou a corrida australiana três voltas atrás, a satisfação pessoal de voltar à Fórmula 1 é maior. “Não [me arrependo], pois no final eu tomei a decisão após pensar por mais de seis semanas no ano passado”, disse em entrevista ao ‘Autosport’.
 
“Sabia que poderia ser um desafio extremamente difícil voltar para um esporte tão competitivo e estar no grid, e sabia que talvez fosse difícil para a Williams. Mas não esperava chegar tão despreparado na Austrália”, seguiu.
Robert Kubica (Foto: Reprodução/Williams)
“Não de um ponto de vista físico, mas falta de pilotagem. Para mim, Barcelona foram os dias mais importantes dos últimos oito anos como piloto – não como pessoa, quando estive no hospital e não podia andar. Como piloto, não houve dias de testes mais importantes em minha vida do que Barcelona”, continuou.
 
“Infelizmente, Barcelona não foi tão bem. Então isso me põe em uma posição difícil, mas tenho que passar por isso aqui, no Bahrein, e provavelmente mais algumas corridas. Mas espero e, do que posso ver, acho que não posso me arrepender”, emendou.
 
“Mesmo que tenha sofrido na Austrália, ainda assim aproveitei, o que é uma grande diferença de um tempo atrás. Não sou um cara emotivo, mas após a corrida senti que foi uma grande conquista”, completou.
 
Por fim, Kubica afirmou que sua vida poderia ter sido mais fácil se tivesse aceitado sua situação alguns anos atrás, mas não se perdoaria se não tentasse voltar para a F1. “Por conta de minha limitação, sempre tenho que mostrar mais do que os outros porque as pessoas têm dúvidas. A única coisa que posso fazer é tentar fazer meu trabalho da melhor maneira possível, e tentar deixar todos os GPs com positivos e negativos”, falou.
 
“Não acredito que possa ter coisas 100% positivas. Você sempre pode fazer as coisas melhor. Mesmo se está vencendo corridas, sempre pode melhorar. Sabendo como a F1 mudou, acredito que sou honesto o suficiente comigo para julgar o que preciso aprender, onde preciso aprender e melhorar”, seguiu.
 
“Acredito que apenas essa abordagem me trouxe de volta à F1 e que na verdade me manteve brigando. Para mim, teria sido muito mais fácil seis anos atrás aceitar as oportunidades que tive no GT3 ou DTM, aproveitar, ter menos estresse, e provavelmente me divertindo mais pilotando, pois provavelmente brigaria por posições melhores”, ressaltou.
 
“Mas existe alguma razão do porque estar aqui. E pode ser que no final do ano eu me arrependa de alguma coisa, mas uma coisa que não me arrependo é de tentar”, encerrou.