F1
13/09/2018 09:24

Haas atrela protesto ao Mundial de Construtores e acusa Renault de quebrar acordo de cavalheiros

Chefe da Haas, Guenther Steiner voltou a dizer que a Renault protestou contra o assoalho do carro de Romain Grosjean na Itália pensando na disputa no Mundial de Construtores. Dirigente acusou os franceses de quebrarem um acordo de cavalheiros
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Romain Grosjean (Foto: Haas)
Chefe da Haas, Guenther Steiner ainda não engoliu o protesto da Renault contra o assoalho do carro de Romain Grosjean no GP da Itália. No entender do dirigente, os franceses quebraram um acordo de cavalheiros ao questionarem a legalidade do monoposto norte-americano somente após a corrida em Monza.
 
Grosjean terminou a prova italiana na sexta colocação, mas acabou desclassificado após a equipe gaulesa questionar as dimensões do assoalho do carro. A Haas acabou por apelar da decisão, mas o caso só será tratado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) em novembro.
Guenther Steiner ainda não engoliu o protesto da Renault (Foto: Haas)
A queixa de Steiner tem relação com o momento do protesto, já que entende que o acordo entre as equipes prevê um alerta anterior à corrida.
 
“A minha opinião é que, por um longo tempo, não tiveram protestos depois das corridas ― fazia muito, muito tempo [desde que isso aconteceu pela última vez]”, disse Steiner. “Fiquei um pouco surpreso, mas aí não mais, pois o que você faz?”, seguiu.
 
“Eu não teria feito a mesma coisa. Eu não faria o que outros fizeram antes. Mas a Renault está em uma posição em que eles precisam garantir que não sejam ultrapassados pela quarta posição [no Mundial de Construtores]. E acho que eles pensaram que tinham de fazer algo ou terminariam na quinta posição”, ponderou.
 
Questionado se fazia referência especificamente a um acordo de cavalheiros entre as equipes, Steiner respondeu: “Com certeza. Eles podem dizer [antes da corrida]: se isso não for consertado, vamos protestar contra vocês. Era disso que estava falando, porque foi antes de eu chegar a última vez que isso foi feito”.
 
“Não sei o motivo de eles terem feito isso, mas é uma daquelas coisas. A Renault fez o que precisava fazer, mas acho que muitas pessoas questionaram isso internamente e elas têm razão”, opinou.
 
Ainda, Steiner afirmou que os comissários não entenderam por completo a Haas durante a audiência em Monza e, assim, espera ter melhor sorte no momento da apelação.
 
“É um misto de pegar o regulamento, interpretação, ambiguidade e informação ― é muito complexo”, afirmou. “Acho que os comissários não entenderam o que nós tentamos explicar. Eles nos desclassificaram, mas, na corte de apelações, eles têm um melhor entendimento e mais tempo para que possamos explicar o que aconteceu”, continuou.
 
Indagado, então, sobre as chances de sucesso da Haas nessa apelação, Steiner ponderou: “É 50/50. Pode acontecer dos dois jeitos. Jamais diria que estou confiante em vencer, porque você nunca sabe o que acontece”.
 
“Não temos controle da decisão, você pode fazer seu melhor junto com seus advogados e técnicos para explicar o que de fato aconteceu, todo o processo e o motivo de ter terminado onde estávamos e o que deu errado. Mas, de novo, não sou da corte de apelações. Não posso decidir, então eu diria 50/50, pode ser dos dois jeitos”, concluiu.