F1
11/07/2018 14:21

FIA culpa pilotos por acidentes em zona de DRS em Silverstone: “Ninguém é obrigado a usar”

Charlie Whiting, diretor de corridas da FIA, ressalta que coube aos pilotos a escolha de usar a asa móvel na curva 1 de Silverstone. Mesmo com os fortes acidentes de Romain Grosjean e Marcus Ericsson, o dirigente segue defendendo a liberação
Warm Up / Redação GP,  de Porto Alegre
 Ericsson tentou fazer a curva 1 de pé cravado e DRS ativado. A batida foi forte (Foto: Reprodução)

Romain Grosjean e Marcus Ericsson encontraram a barreira de proteção de Silverstone por usar o DRS em um trecho de alta velocidade – mas nada que faça a FIA [Federação Internacional de Automobilismo] se arrepender de liberar o uso na curva 1. De acordo com Charlie Whiting, diretor de corridas da Federação, os acidentes foram consequência dos erros de julgamento dos pilotos.
 
“É como em qualquer curva que é desafiadora. Algumas vezes eles tentam fazer de pé embaixo quando não podem e acabam rodando. Se pensavam que conseguiam, podiam tentar. Ninguém é obrigado a usar [o DRS]”, disse Whiting.
 
O DRS foi liberado na curva 1 de Silverstone com a intenção de facilitar as ultrapassagens. A decisão surpreendeu porque, de 2012 para cá, a asa móvel passou a ser autorizada em trechos essencialmente retos.
 
“Não acho que realmente ajudou [nas ultrapassagens], mas a ideia era que os pilotos ficassem um pouco mais próximos e em posição melhor para tentar um ataque nas curvas 5 e 6. Acho que os incidentes em que os pilotos perderam controle por usar DRS na curva 1 foram uma questão de escolha do piloto”, continuou Whiting.
Charlie Whiting segue apoiando a liberação do DRS na curva 1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Depois do acidente de Grosjean no primeiro treino livre, poucos foram os pilotos que se aventuraram com o DRS em Silverstone. O uso na corrida, com carros de tanque cheio foi ainda mais restrito. Ericsson acionou o dispositivo sem querer – e acabou encontrando a barreira de proteção.
 
Mesmo apoiando a liberação em algumas curvas, Whiting não defende o uso completamente liberado do DRS. Em 2011, ano de estreia do conceito, pilotos tinham liberdade para usar onde quisessem. Hoje, o dirigente acredita que tal mudança não seria inteligente.
 
“Não acho que isso faz sentido porque só serve para criar tempos de volta mais rápidos. O princípio do DRS é ajudar a ultrapassar. Permitir que se use em alguns lugares na corrida é completamente lógico para mim. Não seria a favor de voltar a ser como era antes”, encerrou.