F1

Esquema de segurança impede que policiais saiam dos “postos de marketing” e facilita crimes em Interlagos

Em áudio obtido pela Rádio Bandeirantes, um policial militar, cujo nome não foi divulgado, criticou a abordagem do esquema de segurança do GP do Brasil. Durante o fim de semana, a Mercedes foi roubada, enquanto tripulações de Sauber, Williams, FIA e Pirelli sofreram tentativas de assalto
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 A pista de Interlagos neste sábado (Foto: Fernando Silva/Grande Prêmio)

A gritante falta de segurança nas cercanias do Autódromo de Interlagos, que resultou em tensão nas equipes e pessoas envolvidas com a F1 no GP do Brasil, além do roubo a uma tripulação da Mercedes, bem como tentativas de assalto a Sauber, Williams, FIA e Pirelli, ganhou novo desdobramento nesta segunda-feira (13). 
 
Em áudio obtido pela Rádio Bandeirantes — cujo teor não foi divulgado — um policial militar criticou a abordagem da operação responsável pela segurança durante os dias de evento. Segundo ele, o esquema de segurança impediu que policiais saíssem de chamados “postos de marketing”, facilitando crimes em Interlagos.
Entorno do Autódromo de Interlagos teve ampla presença de bandidos no fim de semana do GP do Brasil (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
As mensagens também evidenciam uma denúncia do policial, de que seus companheiros estavam proibidos até mesmo de sair para ir ao banheiro, beber água ou se alimentar. 
 

Na sua visão, a ordem acabou por facilitar a atuação de bandidos, que atacaram diversas delegações que deixaram Interlagos. O caso da Mercedes na sexta-feira foi o mais grave, com membros da equipe sendo ameaçados a mão armada.
 
A operação, chefiada pelo capitão Luís Gomes, da 2ª Companhia do 27º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que a corporação “vai abrir uma sindicância para apurar a denúncia”.

Os casos
 
Na noite de sexta-feira, depois dos primeiros treinos livres do GP do Brasil, profissionais das equipes da Mercedes, da Williams e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sofreram um assalto a mão armada na saída do autódromo de Interlagos. Não houve feridos, mas as vítimas tiveram celulares e relógios roubados. O episódio ganhou enorme notoriedade por conta das críticas feitas por Lewis Hamilton nas redes sociais.
 
O tetracampeão se revoltou com a situação, afirmando que casos de assalto acontecem todos os anos durante a etapa brasileira em São Paulo e nada é feito. O inglês ainda pediu por uma mudança nos protocolos de segurança. O chefe da Mercedes, Toto Wolff, também se manifestou e lamentou o incidente, mas classificou o posicionamento da polícia no dia seguinte ao assalto como uma “sensação de guerra civil”.
 
Na noite seguinte, véspera da corrida em Interlagos, foi a vez da Sauber sofrer também com a violência. Apesar do reforço visível de policiamento na Avenida Interlagos na noite do sábado, um grupo da equipe suíça sofreu uma tentativa de assalto.
 
A afirmação foi feita no Twitter pela estrategista da equipe suíça, Ruth Buscombe. À 1h10 já do domingo, Buscombe postou um Twitter o aviso de que mesmo saindo bem tarde do autódromo a equipe da Sauber foi perseguida e acertada no que parecia um trabalho de dois carros com assaltantes.
 
"Tenham cuidado ao deixar o circuito mesmo com segurança reforçada. Acabamos de ser acertados por um carro que estava tentando nos parar enquanto outro estava na frente", relatou. "Até saímos num horário bem tardio, mas eles nos seguiram ou foram alertados sobre uma van passando pelo fim da presença policial perto da pista", falou.
 
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