F1

Ericsson entende escolha por Räikkönen, mas admite que deixar Sauber em alta “machuca um pouco”

Marcus Ericsson e a Sauber vivem um bom momento na segunda metade da temporada 2018. No entanto, o sueco está com os dias contados na categoria e já sabe que vai para a Indy em 2019. Ainda que veja o novo campeonato com bons olhos pelas chances de vitória, lamenta o fato de deixar a equipe na melhor fase em anos
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Marcus Ericsson (Foto: Sauber)
 
Marcus Ericsson ainda não digeriu totalmente o fato de que vai deixar o grid da F1 em 2019. O sueco deixa claro que entende a escolha da Sauber por Kimi Räikkönen e a outra vaga de Antonio Giovinazzi como pertencente à Ferrari pela parceria, mas explica que ainda sente o baque da troca de categoria.
 
Ericsson vai ser rebaixado ao posto de piloto de testes do time suíço e, além disso, vai tentar a sorte na Indy com a Schmidt Peterson, mas ainda pensa na F1 e evidencia isso.
 
"É difícil de aceitar. Eu achava que seguiria na equipe, mas é claro que eu entendo os motivos deles, com um piloto como Kimi disponível e a outra vaga da Ferrari. Não tem mesmo como perder a chance de ter um Kimi na equipe, eu entendo isso, mas continua sendo bem frustrante para mim e para minha carreira", disse.
Marcus Ericsson queria mais tempo para curtir a boa fase na Sauber (Foto: Sauber)
O sueco lembrou que teve péssimos momentos junto com a Sauber e comentou que o mais frustrante é ver finalmente o time bem e saber que não vai poder aproveitar muito da fase.
 
"Sinto que eu passei por várias fases com a equipe, muitos tempos duros, com o carro no fim do grid, pessoas deixando a equipe e eu sempre ali, me esforçando para dar a volta por cima, mantendo a positividade e nunca culpando a equipe por nada. Sinto que eu fui parte importante dessa reação, dei tudo de mim. E aí, justamente quando o carro começa a ficar competitivo, não poderei continuar. Machuca um pouco, mas é esporte, é isso", seguiu.
 
O lado bom da história para Ericsson é que, na Indy, finalmente terá a chance de brigar por vitórias, com carros bem mais parecidos, um grid mais próximo e, claro, uma boa equipe.
 
"Apenas de saber que eu vou seguir correndo e podendo vencer me deixa bem animado, senti muita falta disso. Minha carreira toda antes da F1 foi sobre tentar vencer, aí vieram cinco anos em que isso sequer poderia passar pela minha cabeça. Agora, sabendo que não fico na F1 para o ano que vem, é algo que me motiva, já chegarei na primeira corrida com o pensamento de que posso vencer", completou.

E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br