F1

De Ferran vê pré-temporada da McLaren “acima de 5” e descarta menos pressão por ausência de Alonso

Diretor-esportivo da McLaren, Gil de Ferran fez uma avaliação do desempenho da McLaren durante a pré-temporada e entende que a equipe está muito melhor preparada para a estreia na temporada 2019, neste fim de semana, na Austrália. “Demos um passo à frente”, disse ao GRANDE PRÊMIO
GRANDE PRÊMIO / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba

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“Demos um passo à frente”. A frase é de Gil de Ferran. O diretor-esportivo da McLaren viu com muito bons olhos o trabalho da equipe inglesa durante o inverno europeu e ficou satisfeito com o que acompanhou na pista, durante os testes de pré-temporada, em Barcelona. Para o brasileiro, a esquadra chega a Melbourne, neste fim de semana, melhor preparada e pronta para tentar se redimir e se encontrar em uma posição mais forte no pelotão intermediário do grid. 
 
O fato é que o time de Woking criou um carro melhor para 2019. O modelo MCL34 é uma evolução, mas também traz novidades. Ao longo dos oito dias de atividades na Catalunha, a equipe enfrentou, sim, algumas falhas, mas teve mais motivos para celebrar: a quilometragem alcançada foi alta e o carro tem confiabilidade. Um alívio. “Tentamos entender da melhor maneira possível esse novo carro E esse foi um objetivo que a gente atingiu”, contou Gil ao GRANDE PRÊMIO
 
De Ferran acredita que o bom relacionamento de engenheiros, pilotos, mecânicos e chefes dentro da equipe inglesa é o ponto mais forte da estrutura que começa forte neste ano e que ainda se prepara para a chegada de dois nomes importantes ao corpo técnico: Andreas Seidl, diretor-geral, e James Key, que assume a chefia técnica já no fim deste mês. 
Gil de Ferran (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“O relacionamento entre as pessoas é algo muito importante dentro de uma estrutura dessa. Ou seja, é muito importante poder ser aberto e ter confiança. Sem isso, é difícil ser positivo ou ser criativo. E quanto mais gente no grupo, mais difícil é alcançar isso. Da minha parte, isso tem sido o meu foco. Tentar influenciar a cultura da equipe para esse lado, porque o talento existe. As pessoas que estão aqui são incríveis. Acho que a gente está no caminho certo, as coisas estão andando da maneira correta. E a batalha continua”, afirmou.
 
Batalha essa que não tem mais a presença do bicampeão Fernando Alonso. O espanhol optou por se dedicar ao Tríplice Coroa e abriu caminho para uma dupla mais jovem em Woking. Por conta da grande exigência do asturiano, a McLaren passou por momentos de tensão e frustração em suas garagens nos últimos anos, devido à falta de desempenho. Agora, com a saída de Fernando espera-se um clima de menos pressão. Será mesmo? De Ferran acha que isso não está necessariamente ligado.
 
“Eu olho para trás e não sei se achava mesmo que havia mais pressão porque o Fernando estava guinado o carro”, disse ao GP. “Não vejo corrida desta maneira. Como competidor que sou, eu acho que, quando você diz que vai competir mesmo, significa que eu, na verdade, aceitei essa responsabilidade de tentar ter sucesso seja lá que empreitada eu escolhi. Acho que isso que, para mim, traz essa responsabilidade. É uma questão de aceitar isso. Não vejo como isso como pressão”, acrescentou.
 
Em 2018, a McLaren fechou a temporada na sexta colocação, depois de um início bastante promissor. Ainda assim, se viu às voltas com diversas falhas e não pode desenvolver o carro. Agora, a equipe procura um novo começo.