F1

Chefe da Red Bull aposta que Leclerc vai pressionar Vettel a buscar “um novo patamar” na F1

Ex-chefe de Sebastian Vettel nos tempos de Red Bull, entre 2009 e 2014, Christian Horner conhece como poucos o piloto alemão. E entende que o tetracampeão vai ter um pouco mais de trabalho com Charles Leclerc em relação ao que teve anos atrás com Kimi Räikkönen. Mas a presença do monegasco é boa, avalia o britânico, para pressionar Vettel a crescer
Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Uma das grandes expectativas sobre a temporada 2019 do Mundial de F1 diz respeito à nova dupla de pilotos da Ferrari. A saída do veterano Kimi Räikkönen, que encontrou um lugar na antiga Sauber, hoje Alfa Romeo, permitiu a promoção do talentoso Charles Leclerc como novo titular ao lado do tetracampeão Sebastian Vettel.
 
Christian Horner, chefe de equipe na Red Bull e patrão de Vettel entre 2009 e 2014, é um dos dirigentes que melhor conhece o piloto alemão. O britânico partilha da ideia de que Seb teve anos mais tranquilos e sem tanta pressão por parte de Räikkönen, mas o cenário tende a ser diferente a partir de 2019. Diferente, mas não necessariamente ruim.
 
Na visão de Horner, a chegada de Leclerc à Ferrari vai fazer com que Vettel se sinta pressionado. Fora da zona de conforto, o alemão tem totais condições de alcançar um novo patamar na F1, entende o chefe taurino.
Christian Horner entende que a chegada de Charles Leclerc à Ferrari pode ser boa para Sebastian Vettel (Foto: AFP)
“Charles é um grande talento. Para o esporte, é ótimo vê-lo. Sebastian agora tem 31 anos, e esses jovens chegando começam a colocar pressão nos caras mais estabelecidos. Do ponto de vista esportivo, é fascinante”, comentou Christian em entrevista veiculada pela revista britânica ‘Autosport’.
 
“Ele teve Kimi facilmente sob controle. Ele vai um pouco mais de trabalho com Charles, mas ele agora vai poder encontrar um novo patamar”, declarou Horner. “Por isso, pode ser bom para ele ser pressionado ainda mais”, complementou.
 
No último ano de Red Bull, Vettel viveu uma situação parecida e conviveu com o jovem companheiro de equipe Daniel Ricciardo, que chegou para ocupar o lugar de Mark Webber, que havia deixado a F1. Ao longo da temporada, o australiano obteve um desempenho melhor e terminou o Mundial de Pilotos à frente. No ano seguinte, 2015, Vettel se transferiu para a Ferrari.
 
A escuderia de Maranello vive um processo de renovação não apenas na sua dupla de pilotos, mas também na gestão esportiva. A saída de Maurizio Arrivabene resultou também na promoção do antigo diretor-técnico, o ítalo-suíço Mattia Binotto, ao posto de novo chefe de equipe.
 
Tais mudanças, na visão de Horner, vão fazer com que Vettel seja ainda mais cobrado por resultados ao longo de 2019 na F1.
 
“Tenho certeza de que ele deve apoiar as mudanças que foram feitas, e, claro, há muita expectativa quando você é o primeiro piloto da Ferrari. Ele tem novos companheiros de equipe, uma nova gestão, há muita coisa nova em torno dele neste ano”, complementou.