F1
10/10/2018 07:02

Chefe da Haas vê Renault “desesperada” por quarto lugar no Mundial: “Vão tentar tudo, menos melhorar”

Guenther Steiner, chefe da Haas, vê a Renault disposta a fazer de tudo para ganhar a disputa particular e terminar o Mundial de Construtores em quarto. O dirigente lembra o pedido de desclassificação de Romain Grosjean na Áustria
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Nico Hülkenberg (Foto: Renault)
A Haas vê a Renault disposta a fazer de tudo para manter o quarto lugar no Mundial de Construtores. O chefe da equipe americana, Guenther Steiner, fez críticas à postura dos franceses, que fizeram um protesto para desclassificar Romain Grosjean do GP da Itália. Aos olhos do dirigente, não é o certo: melhor seria a equipe amarelada tentar solucionar problemas do próprio carro.
 
O comentário de Steiner vem em um momento de instabilidade da Renault na F1. A equipe começou a temporada em grande forma, mas agora vive fins de semana em que sofre até mesmo para pontuar – como no GP do Japão.
 
“Eu vejo que a performance deles decaiu”, disse Steiner, questionado pelo ‘Motorsport.com’. “Não sei o que aconteceu internamente, mas eles claramente perderam performance. Eles fazem o motor deles próprios, então nem podem culpar ninguém. Se eles seguirem se confundindo, melhor para nós, não vou reclamar”, brincou.
 
“Você pôde ver que eles estavam meio desesperados quando fizeram o protesto contra nós em Monza. Eles vão tentar de tudo ao invés de focar neles próprios para melhorar”, cutucou.
A Haas tem a Renault como rival no Mundial de Construtores (Foto: Haas)
Grosjean cruzou a linha de chegada em sexto, mas com um assoalho que foi considerado fora do regulamento. A Haas apelou da decisão, significando que um julgamento do caso vai acontecer após o GP do México, no começo de novembro. Caso o francês recupere a posição de chegada original, a equipe americana passa a rival de Enstone no Mundial de Construtores – o sexto lugar vale 8 pontos, exatamente a distância entre as duas na classificação.
 
Se depender dos resultados de pista, a tarefa será das mais difíceis: 8 pontos é uma margem considerável no pelotão intermediário, que não consegue grandes somas a cada corrida.
 
“Ainda está difícil [terminar na frente da Renault]. Sei que restam quatro corridas. Eles não estiveram fortes nesse fim de semana [no Japão], mas tiveram mais sorte do que nós e conseguiram um ponto, mas com uma performance que não é boa. Isso não significa que eles não vão andar bem em Austin e no México. Precisamos ficar alertas e fazer um bom trabalho porque ainda não chegamos lá. Vamos lutar, mas temos um longo caminho pela frente. Ainda são quarto corridas, ainda é 20% do campeonato”, encerrou Steiner.
 
A próxima chance da Haas contra a Renault é no GP dos Estados Unidos. A corrida em Austin acontece em duas semanas, no fim de semana do dia 21.