F1

Agredido e chamado de “cuzão”, por Verstappen, Ocon critica “comportamento violento e pouco profissional”

Esteban Ocon disparou contra Max Verstappen logo depois de ter sido empurrado pelo holandês na pesagem logo depois da bandeirada do GP do Brasil. O piloto da Force India disse que o acidente na saída do S do Senna não foi pior do que a atitude tomada por Max
Warm Up, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de Interlagos / NATHALIA DE VIVO, de Interlagos
 Incidente entre Max Verstappen e Esteban Ocon no GP do Brasil 2018 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Responsável direto por Max Verstappen perder a grande chance de vencer o GP do Brasil na tarde deste domingo (11), Esteban Ocon foi empurrado três vezes pelo holandês logo depois que desceu do carro, na área da pesagem do autódromo de Interlagos. O piloto da Force India ainda foi chamado de 'idiota e cuzão' pouco depois. A agressão foi flagrada com exclusividade pela emissora francesa Canal + e rodou o mundo pouco depois da prova.
 
Ocon se mostrou consternado por ter sido agredido por Verstappen. Logo depois da pesagem, o GRANDE PRÊMIO ouviu o francês da Force India, que disparou contra Max, seu rival nos tempos de F3 Europeia na temporada 2014, que foi vencida por Ocon. 
 
Esteban criticou a atitude de Verstappen e salientou que o acidente provocado na saída do S do Senna, quando Max liderava e Ocon era um mero retardatário, não foi pior do que o empurrão minutos depois da bandeirada final. A agressão foi vista de perto por Valtteri Bottas e Brendon Hartley. Detalhe: nenhum dos pilotos que estavam ali perto apartou a briga.
Verstappen empurra Ocon depois do GP do Brasil: agressão aconteceu no parque fechado (Foto: Reprodução TV)
"Estou realmente surpreso com o comportamento do Max. Acho que a FIA deveria fazer algo para fazê-lo parar de ter esse comportamento violento. Ele me empurrou e queria me dar um soco. Isso não é profissional", criticou Ocon, que foi punido na corrida com stop and go de 10s e três pontos na carteira.
 
“Eu fiz exatamente o que a equipe me disse para fazer. Já tinha feito isso antes, com Fernando Alonso e outros pilotos nesta corrida. Eu fui por fora, e nós ficamos lado a lado. Eu posso entender o que ele sente, mas não há como se comportar dessa maneira", lastimou o francês, sem lugar no grid na próxima temporada da F1.

Ocon ainda fez menção à rivalidade travada entre os dois nos tempos de F3 Europeia e disse que o tipo de atitude faz parte do comportamento do holandês. “Eu fiquei muito surpreso com o comportamento de Max, com a FIA tendo de intervir. Ele me empurrou e queria me socar, e isso não é profissional. Estou acostumado com as lutas com Max. Ele é sempre o mesmo. É como voltar a alguns anos atrás”.

Com cara de poucos amigos, Verstappen ergueu o troféu de segundo lugar do GP do Brasil. A vitória ficou com Lewis Hamilton, que tirou proveito do acidente provocado por Ocon para passar o holandês — eleito pelo público como o Piloto do Dia do GP do Brasil.

Pouco depois, Verstappen e Ocon foram chamados para prestar esclarecimentos à direção de prova sobre a polêmica do dia em Interlagos com base no artigo 12.1.1.c do Código Esportivo Internacional da FIA, que diz sobre "ato prejudicial aos interesses de qualquer competição ou aos interesses do esporte a motor em geral".
 
O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do Brasil de F1 com os repórteres Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathalia De Vivo e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe tudo aqui.