F1

Abatido, Ocon vê “foco dobrado em detalhes” como sucesso do ano e se derrete por psicólogo: o 'Dr. Toto'

Esteban Ocon está chateado. Ele não fala que está, mas o abatimento por conta da falta de espaço no grid para 2019 está evidente no rosto do francês. Mas Ocon também avalia coisas positivas. A relação com o diretor-executivo da Mercedes, eu chefe Toto Wolff, que, segundo ele poderia ser psicólogo. E a conquista da meta que traçou em janeiro: ser mais atento aos detalhes
Warm Up, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos
 Esteban Ocon (Foto: Racing Point Force India)

Esteban Ocon está abatido. O francês sabe que, salvo um milagre, não vai ter um lugar no grid da F1 para disputar a temporada 2019. Fora da Force India apesar de ainda não haver anúncio oficial, Ocon volta mais e mais suas declarações para o mundo da Mercedes, a quem tem seu contrato ligado e de onde será piloto de testes, caso o milagre não venha. Quando fala da Mercedes, sim, há alguma animação. Especialmente quando trata do Dr. Toto Wolff.
 
Ocon mostrou admiração pela forma como Wolff, diretor-executivo da Mercedes e homem que supervisiona também o programa de jovens, consegue tratar seus pilotos de acordo com as personalidades de cada um. Segundo Ocon, Wolff poderia claramente ser um psicólogo.
 
"Minha relação com Toto é muito boa. Eu falo com ele ao telefone toda semana, às vezes mais do que isso, até. Como eu disse, ele me auxilia na Mercedes desde que eu cheguei com tudo que eu precisava. Quando a equipe contrata um piloto, existe uma diferença de programas com relação ao que estamos acostumados e não pensamos do mesmo jeito. Na Mercedes, não é o caso", contou.
O Doutor Toto Wolff (Foto: Mercedes)
"Eu realmente acho que Toto podia ser um psicólogo. Ele entende as pessoas muito bem, as necessidades, o que precisam mostrar na pista e um panorama geral. É um grande talento para um homem da posição dele", seguiu
 
Na avaliação da temporada, Ocon mostra um certo orgulho. O grande objetivo, segundo ele, foi ter uma atenção dobrada nos detalhes. Algo que, acredita, tem atingido com algum sucesso. 
 
"Provavelmente Mônaco foi a melhor, para ser honesto. A classificação foi a melhor possível naquele momento. Tivemos muitas corridas e classificações boas, independente de resultados. Esse ano está muito apertado. Algumas vezes você perde 0s1 e perde dois lugares. Por exemplo, no Canadá nós tínhamos grande ritmo, mas erramos o pit-stop e terminamos em nono, atrás das Renault. É muito difícil acertar tudo", pontuou. 
 
"Nesse ano eu provavelmente coloquei o dobro de foco nos detalhes, comparado ao ano passado. É muito difícil, você tem que pensar adiante para saber o que fazer para evitar um problema. Um setup errado, por exemplo, que te custe um pouco. Tenho tentado fazer isso neste ano e estou satisfeito", finalizou.

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