Endurance

Serra lembra que correr no endurance faz entender “o quanto o automobilismo é um esporte de equipe”

Daniel Serra falou um pouco sobre a diferença entre os carros da Stock Car e os que GTs pilota em Le Mans e Daytona. Mas o principal ponto destacado pelo piloto foi o espírito do endurance, onde tem a chance de compartilhar um bólido com vários pilotos e viver em todos os aspectos um esporte de equipe
Warm Up / FERNANDO SILVA, de Santa Cruz do Sul / VITOR FAZIO, de Santa Cruz do Sul
 Daniel Serra acelera com a Ferrari 488 GTE Evo da AF Corse em Le Mans neste fim de semana (Foto: Ferrari)

Daniel Serra não esconde todo seu apreço pelas corridas de longa duração. Dono de participações nas 24 Horas de Daytona e vencedor das 4h de Curitiba, etapa de abertura do Endurance Brasil nesta temporada 2018, o paulista de 34 anos vai ver sua Ferrari 488 GTE Evo da equipe oficial da Ferrari, a AF Corse, largando em quarto nas 24 Horas de Le Mans neste sábado (16). Serrinha tenta, na LMGTE-PRO, sua segunda vitória consecutiva em Sarthe.
 
Sua presença em Le Mans contrasta com o período de férias da Stock Car em razão da Copa do Mundo. Em Santa Cruz do Sul, Daniel comparou um pouco o que está acostumado a guiar tanto na principal categoria do automobilismo brasileiro como também em Le Mans ou no Sportscar.
 
No entanto, o que mais Serrinha chama a atenção é para o espírito do endurance pelo fato de estar a compartilhar um carro com outros pilotos nos boxes e não ter um concorrente ao seu lado na mesma equipe.
Daniel Serra acelera com a Ferrari 488 GTE Evo da AF Corse em Le Mans neste fim de semana (Foto: Ferrari)
Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO em Santa Cruz do Sul, palco da última etapa da Stock Car antes das férias neste meio de ano, Serra ressaltou o que vê de diferente nas categorias em que está habituado a acelerar.
 
“Os carros são um pouco diferentes. No fim das contas, são carros de turismo, com tração traseira, muita potência, mas lá os carros têm mais tecnologia. No IMSA é um GT3 com freios ABS, controle de tração... lá no WEC tem só o controle de tração, mas a tecnologia do carro é muito maior do que aqui”, explicou.
 
“Então você vai aprendendo e até evoluindo, até porque aqui você fica limitado, você não tem esses recursos. Acho que o que muda é isso, os pneus também, tem de entender os diferentes tipos de compostos”, ressaltou Daniel.
Serra entre James Calado e Alessandro Pier Guidi, seus parceiros no #51 da Ferrari em Le Mans (Foto: Twitter)
No entanto, Serra destacou como ponto principal a filosofia do endurance. “A maior diferença nem é tanto nos carros, mas o fato de estar dividindo o carro com alguém, não o box. Então isso é o que faz crescer ainda mais seu espírito de equipe e te faz entender ainda mais o quanto o automobilismo é um esporte de equipe”, finalizou.
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