Endurance

López/Kobayashi/Conway sai de oitavo e conquista vitória das 6 Horas de Fuji para Toyota #7

O trio formado por José María López, Kamui Kobayashi e Mike Conway conseguiu superar a punição que custou a pole no sábado e partiu de oitavo - e último da LMP1 - para a liderança. Foi a primeira vitória de López na categoria e a de Kobayashi e Conway em dois anos
Warm Up / Redação GP, RIO DE JANEIRO
 O Toyota #7 (Foto: Toyota)
Após terminar o sábado punido e sem a pole-position que era sua de direito, o #7 da Toyota largou para as 6 Horas de Fuji deste domingo (14) na última posição da classe LMP1, o oitavo posto geral, e partiu para uma vitória enfática. O trio formado por José María López - que vence a primeira no WEC -, Mike Conway e Kamui Kobayashi - que não ganhavam uma corrida há dois anos - quebrou um domínio dos companheiros de equipe na temporada.
 
Foi Kobayashi quem largou no #7, então numa pista largada de Fuji, e ocupava o segundo posto na frente de todos os não-híbridos já ao fim da segunda volta. A liderança veio quando um MR Ferrari teve um estouro de pneu e espalhou destroços pela pista, obrigando uma passagem do safety-car pela pista após 30 minutos e causando uma janela de pit-stops fora de hora.
 
Como Kazuki Nakajima, que largara no Toyota #8, parou quase no fim da janela de pit-stops, quando voltou já não liderava mais a corrida após o #7 dar rápidas voltas com novos pneus. Depois, ambos pararam quase juntos para trocar os pneus de pista molhada por compostos de pista seca. 
A comemoração dos membros do Toyota #7 (Foto: Toyota)
Alonso, por incrível que pareça, teve muitas dificuldades e perdeu contato com Conway. Foi o suficiente para garantir a vitória do #7, que agora se apresenta como uma alternativa real para o título após quatro das oito etapas do campeonato. O #8 ainda lidera a classificação por 12 pontos.
 
Durante algum bom tempo houve uma disputa aberta pela terceira colocação, o melhor dos carros de equipes privadas. O SMP #11 mandou na briga durante a primeira hora da corrida, enquanto a pista estava molhada. Jenson Button chegou a liderar na classificação geral ao esticar muito o stint inicial. Quando a pista secou, entretanto, o Rebellion #1, de André Lotterer, Bruno Senna e Neel Jani começou a levar vantagem e se estabeleceu na terceira colocação. A competição entre ambos foi encerrada quando o #11 - que conta com Mikhail Aleshin e Vitaly Petrov, além de Button - passou 12 minutos na garagem durante a quinta hora por conta de um problema. 
 
Na classe LMP2, o Jackie Chan DC #37 venceu a primeira na temporada. O trio de pilotos malaios formado por Jazeman Jaafar, Weiron Tan e Nabil Jeffri dominou, na realidade, com 26s de vantagem para o segundo colocado da classe, o outro carro da Jackie Chan DC, que conta com Ho-Pin Tung, Stéphane Richélmi e Gabriel Aubry. O terceiro posto do Signatech Alpine #36, de André Negrão, Pierre Thiriet e Nicolas Lapierre.
O #37 da Jackie Chan DC (Foto: Toyota)
Entre os carros da GTE Pro, a vitória caiu nas mãos de Kevin Estre e Michael Christensen no Porsche #92. Isso porque a liderança era tranquila do AF Corse Ferrari #71, de Sam Bird e Davide Rigon, na quinta hora da corrida quando sofreu um furo de pneu. O segundo posto foi da BMW #82, de António Félix da Costa e Tom Blomqvist, que chegou a liderar depois da entrada inicial do safety-car, mas não tinha ritmo para ser ponteiro. O terceiro posto foi para o Ford GT Ganassi #67, de Harry Tincknell e Andy Priaulx. O #71 ficou somente com o décimo posto.
 
Outro Porsche, o da Project 1, venceu na GTE Am. O #56 de Jörg Bergmeister, Patrick Lindsey e Egidio Perfetti, faturou a primeira vitória na categoria. O segundo posto ficou com o Dempsey-Proton #88, de Matteo Cairoli, Satoshi Hoshino e Giorgio Roda, enquanto Charlie Eastwood, Salih Yoluç e Jonathan Adam, no #90 da TF, ficaram com o terceiro posto.
 
O WEC tem mais uma etapa em 2018, as 6 Horas de Xangai, no próximo dia 18 de novembro. Depois disso, a temporada entra em hiato e volta apenas em março para as três corridas que fecham a temporada.