DTM

Engel leva Mercedes à vitória na corrida 2 do DTM em Moscou e Ekström assume liderança após prova tática da Audi

Audi coloca Müller para segurar rivais até a última volta e consegue colocar sueco na liderança geral; Engel, penúltimo colocado na classificação, surpreende e vence com parada na primeira volta
Warm Up / FELIPE NORONHA, de São Paulo
 Maro Engel venceu e etapa moscovita do DTM (Foto: Mercedes)

A vitória da corrida 2 da DTM em Moscou ficou com a Mercedes, com o surpreendente Maro Engel, que começou a etapa como penúltimo na classificação geral. Mas a festa ficou com a Audi: Mattias Ekström voou no final, conseguiu a segunda colocação após tática perfeita da equipe e é o novo líder da categoria.

A Audi optou por manter Nico Müller até a volta final sem parar, o que colocou o suíço na liderança e em posição perfeita para segurar os rivais da Mercedes para que Ekström conseguisse chegar no primeiro pelotão, cometer três ultrapassagens e conseguir a liderança com o segundo lugar na corrida.

Já a Mercedes venceu apostando em parar o carro de Engel logo na primeira volta. Mas viu seus outros pilotos irem mal e Lucas Auer praticamente abandonar a disputa pelo título. Ekström lidera, com 113 pontos, enquanto René Rast é o vice, com 112. Auer aparece em 3°, com 97 - ele que chegou em Moscou como líder.

A comemoração de Maro Engel ao vencer (Foto: Mercedes)

Confira como foi a corrida:

Logo na classificação, a corrida dois de Moscou começou com polêmica – ou, na verdade, um “erro de cálculo”: Tom Blonqvist havia conquistado a pole (e três pontos) em sua última tentativa, com a bandeirada já dada, mas foi eliminado da disputa após a inspeção dos carros não conseguir verificar quantidade suficiente de combustível no tanque. Ele acabou jogado para último no grid.

Sorte do companheiro de equipe Bruno Spengler, que herdou a pole. Sorte também do líder, René Rast, que herdou a terceira posição no grid e um ponto. Mattias Ekström, da Audi, subiu para segundo e empatou com Lucas Auer na vice-liderança já antes da prova de domingo.

Na largada, duas movimentações se destacaram: a primeira, do brasileiro Augusto Farfus. O piloto da BMW ganhou três posições, saindo de 11° para o 8° lugar. Entre os primeiros, foi Paul Di Resta quem saiu bem, ultrapassando René Rast já na primeira curva.

Maxime Martin acabou sendo o primeiro a abandonar a prova, na sexta volta. Ele errou a freada em uma curva para a esquerda e bateu. O BMW do piloto aqueceu os freios e, sem refrigeração nos sistema de freio, pegou fogo. Os fiscais de prova demoraram a chegar e o belga teve que, por conta própria, usar o extintor para evitar que algo pior. Enquanto isso, a direção de prova optou por bandeira amarela, colando os pilotos na pista.

Na relargada, cinco minutos depois, quem novamente se deu bem foi Farfus, ganhando a posição de Lucas Auer. Rast, pelo contrário, caiu para quinto, sendo ultrapassado por Timo Glock. As posições foram revertidas minutos depois, com punição a Glock por queimar a relargada.

Após 12 voltas com os líderes sem realizar grandes duelos, enfim Ekström ultrapassou Spengler. Ele deu um leve toque no carro do rival na última curva da pista, fechou a porta na virada para a esquerda e passou a liderar. 

Bruno Spengler optou por parar na volta 15, o primeiro dos líderes. Na volta seguinte, foi a vez de Farfus e Glock. Ekström manteve a liderança por mais duas voltas, até parar.

O momento de emoção da prova veio na volta 18. Rast, Farfus e Auer pilotavam colados, quando os dois mais atrás atacaram o alemão na entrada da reta. Auer escolheu atacar por dentro, Farfus por fora. Melhor para o austríaco, que ganhou duas posições, enquanto Farfus saiu da pista e perdeu três. Bom para Rockenfeller, que subiu à frente do brasileiro – desta vez, diferentemente de sábado, sem contato entre os carros e polêmica.

O último piloto a parar foi Nico Müller. O piloto da Audi, então, passou a usar sua liderança para segurar quem vinha atrás até que os companheiros de montadora se aproximassem, já que o vice-líder era Engel, da Mercedes.

Na volta 29, Rast ultrapassou Auer no meio do grid, ajudando na briga pelo campeonato. A tática da Audi, então, passou a funcionar nos minutos finais. Ekström colou nos líderes e passou a ultrapassar: primeiro Blomqvist, depois Green, para ficar junto a Wittmann. Faltando um minuto, ele conquistou a segunda posição, dando emoção na briga pela vitória.

Mas a felicidade após a bandeirada foi para a Mercedes. Engel, penúltimo colocado na classificação, conseguiu segurar Ekström e saiu com a vitória. Para Ekström, porém, a liderança no campeonato veio. René Rast também se deu bem na briga pelo título, ficando em 4°, atrás de Bruno Spengler. Lucas Auer ficou apenas em 9°.


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