DTM

Em primeiro ano completo no DTM, Rast conquista título em Hockenheim. Wittmann vence última corrida da temporada

René Rast começou a corrida derradeira do DTM em 2017 em terceiro lugar no campeonato, mas contou com as punições no grid impostas a Jamie Green e Mattias Ekström e também com uma pilotagem agressiva para superar os rivais e alcançar o título logo no seu primeiro ano completo na categoria. Aos 30 anos, o alemão conquistou a maior glória da sua carreira depois de finalizar em segundo a corrida deste domingo em Hockenheim. O vencedor foi o campeão do ano passado, Marco Wittmann
Warm Up / FERNANDO SILVA, de Sumaré
 René Rast (Foto: DTM)

René Rast é o novo campeão do DTM. O alemão de 30 anos, que tem toda a sua carreira baseada nos carros de turismo, alcançou a maior glória da sua trajetória na tarde deste domingo (15), na última corrida da temporada 2017 da categoria. Rast, que fez neste ano seu primeiro ano completo no DTM — chegando a ter disputado três etapas no ano passado — entrou na decisão como o terceiro do campeonato, atrás de Mattias Ekström e Jamie Green. Mas os dois então líderes do campeonato foram punidos por conta de irregularidades na corrida 1 e perderam preciosas posições no grid. Rast, que largou em segundo, cruzou a linha de chegada na mesma posição, só atrás do campeão de 2016, Marco Wittmann. Assim, o piloto confirma uma grande temporada com a Audi no topo do DTM.

Mike Rockenfeller, o quarto piloto que abriu a corrida deste domingo com chances matemáticas de título, terminou em terceiro, seguido por Gary Paffett e Jamie Green. Augusto Farfus fez uma corrida bastante consistente e finalizou em sexto lugar após ter largado em oitavo.  brasileiro cruzou a linha de chegada logo à frente de Ekström, que não conseguiu consolidar o tricampeonato depois de ficar muito perto da glória neste fim de semana.

Com os resultados, Rast, que corre pelo Team Rosberg, do campeão mundial de F1 Keke Rosberg, foi campeão por apenas três pontos de vantagem para Ekström, terminando com 179 pontos. Green fechou o campeonato em terceiro, com 173.
Festa completa para a Audi. E para o novo campeão do DTM (Foto: DTM)
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A decisão do título do DTM começou totalmente aberta. Dentre os ponteiros, o terceiro colocado na tabela, René Rast, é o que teve o melhor grid, largando em segundo, lado a lado com o pole, Tom Blomqvist. Mike Rockenfeller, quarto no campeonato, partiu em sétimo, enquanto Ekström e Green, com todas as punições sofridas com as perdas de posições no grid, só largaram em 14º e 15º, respectivamente.
 
Na largada, Blomqvist conseguiu manter a liderança, enquanto Rast acabou sendo tocado na primeira curva por Lucas Auer, passou pela área de escape e perdeu posições para Marco Wittmann, o próprio Auer e Robert Wickens, caindo para quinto, logo à frente de Rockenfeller, um dos seus adversários na luta pelo título. Ekström aparecia só em 15º, duas posições à frente de Green. Naquele momento, Ekström ainda era o campeão por apenas um ponto de vantagem (172 contra 171) para Rast.
 
Mas Rast, ciente da posição de Ekström, tratou de acelerar. E logo passou Wickens para subir ao quarto lugar, resultado que lhe dava o título. Na nona volta, o alemão de 30 anos tratou de passar Auer por dentro do grampo para assumir a terceira colocação. Enquanto Ekström ainda lutava para entrar na zona de pontuação, Rast caminhava rumo ao título.
Marco Wittmann venceu a última corrida da temporada 2017 do DTM (Foto: DTM)
Era a vez de Ekström mostrar serviço e ganhar posições. Depois de passar a BMW de Bruno Spengler, o sueco entrou na zona de pontuação e, beneficiado pelo pit-stop de Wickens, subiu para a nona posição. Mas o veterano ainda não havia feito seu pit-stop. Aliás, nenhum deles, à altura da volta 12. Dois giros depois, Rast passava a atacar Blomqvist pela liderança da prova. Com ritmo muito melhor, era apenas questão de tempo para o alemão fazer a ultrapassagem.
 
Rast, de fato, passou, mas só o fez depois que Blomqvist entrou no pit-lane para fazer sua parada obrigatória na volta 16. A parada do britânico não foi boa, tanto que Tom foi superado por Wittmann tão logo deixou os boxes. Augusto Farfus, mais atrás e já com o pit-stop feito, lutava e passava Auer para tomar o 13º lugar.
 
A estratégia de Ekström e Green era a mesma de Rockenfeller e Rast: esticar ao máximo o stint na pista e deixar a parada obrigatória para o fim da corrida. A Audi liberou a disputa para que cada equipe adotasse a melhor estratégia possível para buscar o título. Na pista, Green superava Ekström na volta 22.
 
O momento decisivo da prova veio duas voltas depois. Rast entrou no pit-lane para fazer sua parada, seguido por Rockenfeller. Green e Ekström continuavam na pista e estavam em primeiro e segundo, respectivamente. Rast voltou à pista em quinto lugar, sendo o segundo dentre os pilotos que já haviam feito pit-stop, atrás de Marco Wittmann. Mais atrás, Wickens bateu na traseira da BMW de Blomqvist no grampo, arruinando a corrida do britânico. O piloto da Mercedes foi punido com um drive-through.
René Rast festeja o título do DTM na esteira da corrida 2 em Hockenheim (Foto: DTM)
Por fim, quando restavam 15 minutos para o desfecho da prova, na volta 26, Green e Ekström fizeram seus pit-stops. Aí, a dupla voltou para sua posição real na pista: o fim do pelotão. Green despencou para 15º, uma posição à frente de Ekström.
 
Lá na frente, Spengler foi o último entre os pilotos a fazer seu pit-stop. O veterano canadense jogou duro quando esteve perto de ser ultrapassado por Rast e chegou a tocar no carro do alemão, que conseguiu ganhar a segunda posição, que já era o bastante para a conquista do título considerando as colocações dos seus rivais: Rockenfeller vinha em terceiro, Green era o sétimo e Ekström vinha só em nono. Rast conquistava o título por cinco pontos de vantagem (179 a 174) em relação a Ekström.

Nas últimas voltas, Green e Ekström ganharam duas posições cada, mas não dava mais tempo para nada. Com o segundo lugar, Rast confirmou a conquista do título, muito comemorado pelo alemão e também pela cúpula da Audi em Hockenheim.
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