DTM
25/09/2016 11:24

Ekström mergulha na largada, toma ponta e vence corrida 2 em Hungaroring. Mortara abandona e Wittmann é 4º

Mattias Ekström se valeu da lentidão da largada de Edoardo Mortara, pulou na frente e viu do retrovisor enquanto os dois líderes do campeonato, Mortara e Marco Wittmann, se tocavam atrás. O sueco disparou e venceu pela primeira vez em 2016, enquanto Mortara abandonou e agora vai para Hockenheim com um buraco de 26 pontos para tentar resolver
Warm Up / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro
 Largada acidentada (Foto: DTM)

Se tem faltado emoção na temporada 2016 do DTM, a largada da segunda corrida do final de semana na Hungria, na manhã deste domingo (25), subverteu tudo isso. Edoardo Mortara largou mal, perdeu a liderança e se tocou com Marco Wittmann. Daí em diante, Ekström disparou e Mortara afundou. Foi a primeira vitória so sueco na temporada - e última, porque agora ele foca na briga pelo título do Ralicross e será substituído por René Rast no DTM.
 
Mortara, após o toque com Wittmann, teve um pneu furado e ainda recebeu uma advertência por forçar o rival para fora da pista. Foi ao pit-stop e nunca mais voltou à briga por pontos. Pouco antes do final da prova, abandonou. Wittmann também foi prejudicado, caiu para quarto, mas lá se manteve. Anotou 12 pontos, levando para a etapa final da temporada, em Hockenheim, uma vantagem de 26 tentos.

Quem completou o pódio foi Adrien Tambay e Daniel Juncadella. Atrás de Wittmann, António Félix da Costa, Tom Blomqvist, Timo Glock, Timo Scheider, Maxime Martin e Mike Rockenfeller formaram a zona de pontuação. A temporada termina no final de semana dos dias 15 e 16 de outubro.
Mattias Ekström (Foto: DTM)
Confira como foi a prova:
 
Edoardo Mortara largou muito mal e logo de cara caiu para trás de Mattias Ekström. Marco Wittmann percebeu sua chance e foi para cima. Mortara defendeu e acabou empurrando Wittmann para fora da pista. Mas o italiano levou a pior e teve de ir aos boxes com um pneu furado. Largada bem problemática que mandou também Jamie Green e Miguel Molina aos boxes.
 
Depois da primeira volta, Ekström, Adrian Tambay, Daniel Juncadella, Wittmann, Maxime Martin, Timo Glock, Timo Scheider, Martin Tomczyk, Bruno Spengler e Paul Di Resta formavam o top-10.
 
Mortara recebeu uma advertência na largada por forçar Wittmann para fora da pista, mas na nona volta foi o alemão quem recebeu o mesmo aviso, agora pela briga com Glock. O top-6 estava muito distante entre si - nenhum dos primeiros seis colocados estava dentro da janela de asa móvel.
 
A janela de pit-stops abriu para valer na volta 12 e durou até Gary Paffett parar no giro 26. António Félix da Costa e Tom Blomqvist foram os dois que melhor se deram com as paradas, entrando para bem a metade do top-10. Ekström seguia na ponta, com Tambay, Juncadella, Wittmann, Félix da Costa, Blomqvist, Glock, Martin, Scheider e Mike Rockenfeller. 
 
Assim como no sábado, a prova em Hungaroring estava absolutamente monótona. A pista húngara não é exatamente um casamento feito no céu para o DTM.
 
Voando, Félix da Costa foi quem movimentou um pouco o pelotão e passar por Wittmann para influenciar a briga pelo título e assumir a quarta colocação - não necessariamente nessa ordem. Mas Wittmann voltou e deu o troco na volta 29, recuperando o posto. Cerca de 10s atrás de Juncadella, os dois realmente disputam a melhor posição que poderiam conseguir em Hungaroring salvo algo inesperado.
 
Disputando a oitava colocação, Scheider grudou em Martin e partiu para o ataque. Foi de vez na 30, mas não conseguiu; voltou na 32, agora passando. E o próximo a aparecer, na volta seguinte, foi Mortara, abandonando uma prova melancólica para sua esperança de ser campeão.
 
No fim das contas, não muito mudou. Ekström cruzou a 37ª e última volta na frente, com Tambay e Juncadella completando o pódio. Wittmann, marcando 12 pontos, Félix da Costa, Blomqvist, Glock, Scheider, Martin e Rockenfeller também foram aos pontos. 
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