DTM
01/08/2017 09:04

Dirigente do DTM, Berger se diz surpreso com saída da Mercedes, mas acredita em sobrevivência com duas marcas

Gerhard Berger, hoje comandante do DTM, não acha que a saída da Mercedes vai abalar o campeonato. O ex-piloto cita o período entre 2006 e 2011, em que apenas BMW e Audi competiram, para defender a continuidade do certame
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Largada da primeira corrida do DTM em Lausitzring (Foto: DTM)

Gerhard Berger foi pego de surpresa ao descobrir que a Mercedes está de saída do DTM, manobra confirmada na semana passada. O ex-piloto, hoje no comando do campeonato alemão de turismo, vê sua categoria com um futuro incerto – ninguém é capaz de afirmar se o campeonato alemão de turismo vai seguir viável nos próximos anos. Neste momento preocupante, Berger faz questão de afirmar: é possível se sustentar com apenas duas marcas, BMW e Audi.
 
“Foi uma grande surpresa para todos. A sensação que temos agora é de que precisamos de três ou quatro semanas para ver o que sentimentos, ficar mais calmos e pensar quais são os passos certos”, disse Berger, entrevistado pelo site ‘Motorsport.com’.
 
“Por vários anos o DTM correu só com duas marcas, Mercedes e Audi, e não vejo motivos para não poder repetir isso. Além disso, temos um ano e meio para encontrar outra montadora”, apontou. Berger cita o período entre 2006 e 2011, antes da BMW se unir às outras duas marcas.
Agora sem a Mercedes, o DTM tenta se reformular (Foto: DTM)

Uma possibilidade para o DTM é mudar seu regulamento – a adoção de parâmetros usados em outros campeonatos de turismo pode atrair novas montadoras. Mas Berger, mesmo sem confirmar nada, já tratou de defender o conceito atual dos carros alemães.
 
“O que precisamos fazer agora é lidar com a situação. Até uma semana atrás, quando a Mercedes ainda estava dentro, eu tinha uma ideia muito clara de qual era o caminho a ser seguido. Agora temos muitas ideias diferentes, e devo dizer que o conceito atual dos carros do DTM é brilhante. Mas vamos ver o que vai acontecer”, concluiu.
 
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